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sábado, 26 de novembro de 2011

Só precisava de nao ter desistido.

Eu tenho saudades tuas. Tu sabes que tenho. Eu amo-te. Mas este amar, mata-me, e isso nao é bom para mim. E uma vez na vida eu tenho de me preocupar comigo, com os meus sentimentos, com o meu coraçao, e com a dor que ando a suportar por te amar tanto. Acabou, tenho de seguir em frente. Digo isto á mais de tres meses. Sabes qual foi a minha evoluçao? Nenhuma. Nao consigo. É dificil seguir em frente, sem ti ao meu lado. Sem ti a gozar comigo, sem ti a abraçar-me e a segurar-me para nao cair. É demasiado dificil, fazer tudo o que faço, sem ti. Sem te contar. Todos dizem que estou melhor sem ti. Que nao me fazes bem. Mas eles nao percebem. Nem mesmo tu o percebes. Eu vejo-te todos os dias, e so de imaginar, que um dia, vou entrar na escola, e te vou ver com outra pessoa, a fazer tudo o que fazias comigo, isso mata-me por dentro. Sei que vai acontecer um dia, eu sei. Mas nao vai ser facil, nada fácil. Vou ter de passar por voces como senao doesse, como senao me importasse. Quando no fundo, estao a acabar comigo por dentro. Se eu tivesse lutado ainda mais, e nao tivesse desistido de nós, na quarta-feira passada, tinhamos feito 8 meses. Ja nem te deves lembrar da importancia do dia 23 em cada mês. Pois bem, lembro-me eu, e vou continuar a lembrar-me durante uns tempos. So quero conseguir esquecer-te, e acreditar que tudo vai passar, e se vai resolver. Sai do meu pensamento, do meu corçao, sai de mim, por favor. Eu imploro-te que acabes com esta dor.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estou cansada. Cansada de fazer tudo por toda agente, ajudar, dar conselhos, e quando sou eu, ninguem se importar. Estou farta de fingir ser uma coisa, que nao sou. Farta de fingir sentimentos, que nao tenho. Isto de ser forte, tem muito que se lhe diga. Ninguem realmente entende. Estar num sitio cheio de gente, e sentir-se sozinha, é uma dor do outro mundo. Parece que fomos inseridos naquele lugar por obrigaçao, como senao la quisessemos estar. Como se estivessemos totalmente sozinhos. Estar no meio daquela multidao, para mim, é o mesmo que estar no meu quarto, sozinha. Cada vez se torna mais insuportavel. Eu fiz um esforço, eu dei oportunidades a outras pessoas, mas nao é a mesma coisa. Eu jamais vou esquecer o quanto marcaste a minha vida. Jamais vou esquecer o quanto me fizeste amar-te, e o quanto eu sofri com isso. Sabes quais foram as consequencias? Eu congelei os meus sentimentos de tal forma, que nao consigo sentir mais nada por ninguem. Nao consigo ser feliz, nem dar outra oportunidade a minha vida. És passado, eu sei. Mas vais estar sempre a ser arrastado para o meu presente. Nao é porque eu queira, é porque as coisas sao assim, e nao há nada a fazer. Nao, eu nao sofro por amor. Sofro com as memorias dele, com a dor que nele foi causada. Sim, eu estou bem. Sempre estarei. Agora, parem de fingir que se importam, e que realmente eu preciso de ajuda. Porque nao é esse o problema. O problema é aquele sitio, é aquelas pessoas, o problema é aquela casa. O problema, é a minha cabeça. Tirem-me de lá, daqui, e tudo vai ficar bem.

domingo, 23 de outubro de 2011

Perfection.


Ninguém compreende. Ninguém alguma vez vai acreditar que eu vou conseguir sê-lo. Na verdade, nem eu propria acredito. Nunca acreditei. Mas preciso de o ser, nao posso desistir. Nao posso cair. Tenho de fazer tudo bem. Sem falhas. Mas nao tem sido facil. Nem nunca vai ser. Preciso de forças, para continuar neste percurso. Mas nao sei mais onde as ir buscar. Nao tenho nada, nem ninguém. Custa olhar para o lado, e ver que estou sozinha. Nao posso falar com ninguém. So posso escrever aqui. Mas mesmo assim, sinto-me mal. Pois sei, que algumas pessoas lêem isto. E nao gosto que saibam que sou fraca. Eu preciso dum corpo perfeito. De ser a filha perfeita. De ser a amiga perfeita. Eu preciso de me sentir orgulhosa de mim mesma. Eu preciso que os outros sintam orgulho em mim. E no meu percurso. Doutra maneira, nunca vou ser feliz.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011


Tem doído menos. Tenho feito um esforço, e tenho lutado contra a dor. Mas mesmo assim não deixa de ser difícil de aguentar tudo isto. Não poder falar com ninguém, pois sabendo que se falar, ninguém vai compreender. Fingir que não dói, e que está a ser cada dia mais difícil ser assim, dói mesmo muito. Mas ninguém percebe, e isso é bom, é sinal que estou a desempenhar bem o meu papel. Cada vez preciso mais de ti, perto de mim, e não longe. Cada vez preciso mais que permaneças por muito tempo, e não por apenas três, quatro dias. Sabes bem que o teu papel é muito importante, no meu crescimento. Mas sei que tens de ficar longe, pelo nosso bem, e eu entendo. Agora entende-me tu a mim, pois é difícil passar por tudo isto, sem ti. Estou numa maratona, e sei que quando chegar ao fim, não me vou orgulhar do percurso que fiz. Pois sei que podia ter feito bem melhor. E podia ter sido melhor. E que não foi o suficiente. Cada vez me sinto mais fraca, cada vez o sou mais.

domingo, 4 de setembro de 2011

Your choice.

Gostava de voltar a escrever todas as semanas aqui. Gostava de ter a vontade de escrever que tinha á uns meses atrás. Gostava de poder escrever tudo o que quisesse aqui, sem problemas nenhuns. Mas não, já não consigo. Muita coisa em mim mudou. Eu sei que desiludi pessoas, mas elas também me desiludiram a mim. Eu sei que não sou perfeita, nem elas o são. Aconteça o que acontecer, a culpa vai ser sempre minha. Eu sei que sim. Não estou á espera que alguém passe aqui, e pare para ler o que vou escrever a seguir, mas mesmo assim, vou escrever sobre isto. Á coisa de mais de um ano, cheguei a casa, e os meus pais disseram que precisavam de falar comigo, não achei nada demais. Fui ter com eles, e aí o meu mundo caiu completamente. Eles disseram que tinhas tomado mais doses do que devias dos comprimidos que andavas a tomar, porque andavas com dificuldade em adormecer, e mais uns que não me lembro bem, e que no dia a seguir de manhã estavas inconsciente e correram contigo para o hospital. Por outras palavras, tu tinhas-te tentado matar. Tu estavas longe de mim, eu não pude correr e ir ter contigo, como se o hospital fosse já aqui. Porque não era. Tu tens noção do que me fizeste passar? Tu tens noção de como os teus pais ficaram? Tu tens noção de como as tuas amigas ficaram? Tu tens noção da dor e preocupação que causaste a toda a gente? Não te culpo por o teres feito. Compreendo-te. Mesmo sabendo que nunca disseste a ninguém porque o fizeste, eu sei porque foi. Só havia uma justificação. Chorei tanto nesse dia, ninguém sabia se ias acordar. Ninguém estava bem com aquela situação. Chorei, e chorei, até mais não poder. A dor não passava por nada, no dia a seguir fui para a escola, contra a minha vontade. Estava tão mal. Mas tive de fingir que estava super bem, claro. E o pior, de tudo sabes o que foi? É que eu nunca tive ninguém nessa altura com quem falar sobre isto. Ninguém. Todos os dias ligava para la com a esperança de poder falar contigo. Contentava-me a falar com a tua mãe. Nunca me deixaram falar contigo. Mas nunca desisti. Passado uma semana já tinhas saído de la. Fomos todos almoçar juntos. Quando te vi abracei-te com todas as minhas forças. E percebeste que estava chateada contigo por teres sido irresponsável ao ter essa atitude sem pensar nos outros a tua volta. Mas também percebeste que eu nunca tinha ficado tão preocupada com alguém como fiquem contigo. As lágrimas vieram-me aos olhos, mas não deixei que caíssem. Agora estavas comigo, e era só acreditar que não voltarias a fazê-lo. Com tanta coisa já passou um ano, e tu estas mais que bem, e continuas a ser a minha parvalhona e o meu maior orgulho. Amo-te, e se existe alguém por quem daria a vida és tu. Catorze anos, nada, mesmo nada, algum dia vai conseguir derrubar isto.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Composição de português.


Meu amor,
desde que partiste cada vez sinto mais a tua falta. Custa-me entrar em casa e saber que não vais lá estar, à minha espera. Sei que já passaram dois anos, mas jamais me esquecerei de ti. Também sei que achas uma estupidez escrever-te tão regularmente, visto que morreste. Viste? Ainda me dá arrepios só d epensar nisso. Lembro-me tão bem como eramos felizes juntos, nos braços um do outro. Os sorrisos que ambos lançávamos quando nos víamos. As brigas sem sentido, que acabavam sempre com um "eu amo-te". As noites de verão passados na areia, a ver a lua. Os jantares com os meus pais. Os jantares com os teus. Sempre foste tão saudável, não merecias ter morrido. Sim, eu sei que nao foi com nenhuma doença. Sei que morreste para me salvar a vida. E é por esse motivo que eu me sinto culpada. Dizias tantas vezes que me querias dar uma prova do teu amor, e que nunca o conseguiste. Pois bem, no dia em que me foste salvar ao mar, acabaste por morrer. Arriscaste a tua vida por mim, e essa, meu amor, foi a tua maior prova de amor. Talvez um dia siga em frente, e procure outro homeme, como me fizeste prometer. Mas nao agora. Foste o homem que mais amei, e hei-de sempre amar.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Esta dito.


Espero sinceramente que vejas isto. E se me falasses? Nem que seja só para esclarecer esta situação de uma vez. Sei que isto não é a melhor maneira de tentar resolver as coisas. Tornar isto uma coisa publica. Mas eu explico-te, se tu não falas, eu também não irei falar. Foste tu que disseste que estavas a tentar solucionar as coisas desta vez. Devias ser tu a falar. Devias ser tu a lutar. Pelo menos uma vez. Se não sentes o mesmo, diz-me. Se não estas preparado para algo mais que isto, mas sentes o mesmo, diz-me e arranjamos uma solução, juntos! Mas por favor, não me deixes com esperanças e ilusões. Estou-te a dar mais uma oportunidade. Uma oportunidade de resolvermos tudo. Tenha um fim indesejado, ou tenha um fim que ambos queremos. So quero resolver tudo de uma vez. Mas não depende só de mim, depende de ti também. Pensa nisso e depois vem falar comigo. Ah e não tentes fazê-lo por telemóvel, caso não saibas estou incontactável.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Carta para alguém com quem não falas tanto quanto gostarias.

Não sei se algum dia vais ler isto. Mas talvez te mande. Conhecemos-nos a quase dois anos. Mas juro-te que me parece tão mais tempo. Escolhi-te a ti para esta carta sem duvidas algumas, sabes. Eu gosto muito de ti, apesar de a gente não falar tanto como eu gostaria. E se calhar tu também. Somos tão parecidas em tantos aspectos. E é bom saber que existe alguém parecido comigo de tantas maneiras diferentes. Para dizer a verdade, ando preocupada contigo. Desde a umas semanas atrás que não me pareces nada bem. Mas como não somos assim tão chegadas não me vou meter na tua vida, ao ponto de me contares. Mas se o quiseres fazer, vou estar cá para te ouvir, e manter segredo. So gostava de ver-te um bocadinho melhor. Gostei muito quando à um mês atrás (?), me abraçaste antes de ir para a casa da Andreia e disseste "tens de ser forte princesa. força." Oh Ana, juro, quase que chorei. Estava tão em baixo, e percebeste isso tão bem. E nunca te cheguei a agradecer por isso. Agradeço agora, muito obrigada por essas palavras. Não tens noção, mas soube tão bem ouvir aquilo. Eu sei que vais estar sempre presente e que posso contar contigo para tudo. E espero que penses o mesmo em relação a mim. És e sempre vais ser a minha princesa. Duvido que tão facilmente esqueça que estiveste na minha vida. Não estamos juntas tantas vezes como eu gostaria que estivéssemos. Mas podes ter a certeza que nunca me esqueço de ti! Tenho saudades da nossa primeira saída. Lembraste? Fomos ao cinema. Meu Deus, lembro-me desse dia de trás para a frente. Foi tão lindo. Dava tudo para repetir algo desse género. Agora quando sair o Amanhecer, sim? Diz-me que sim! Amanha vamos estar juntas, e espero que já tenhas lido isto. Não esta grande coisa. Não tenho jeito para isto. Mas acho que percebeste o significado disto. Gosto demasiado de ti, sempre. Desculpa se alguma vez fui uma desilusão.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Myself


Ela sonhava com um mundo em Hollywood. Dava oportunidades, e oportunidades as pessoas, mesmo elas não o merecendo. Sorria por tudo, e era um pouco histérica. Amava abraços, e palavras inesperadas ditas ao ouvido. Não sonhava com um namorado, apenas com um rapaz que estivesse sempre presente para ela, e a amasse tanto como ela o amava. Não queria ter filhos, até o ter conhecido. Tinha gostos estranhos, e que muita gente não entendia e gozava. Não gostava que lhe tirassem fotos, mas gostava de tirar a ela própria. Mesmo saindo ridículas, como a maior parte das vezes. Não se achava bonita, e tinha complexos com o seu corpo. Nunca se achou boa suficiente, em alguma situação. Tinha um orgulho enorme pelo pai. Todos os dias tentava melhorar a sua relação com a mãe. Dava conselhos as amigas que eram idênticos para as situações dela, mas jamais os seguiu. Era louca por roupas com flores pequeninas, vintage, por assim dizer. Gostava imenso de camisas aos quadrados azuis, brancas e vermelhas. Mas nunca teve nenhuma. Tinha uma paixão secreta pela escritura, e amava um dia escrever um livro. Apesar de saber que isso é impossível, ela sonhava. Era uma criança, e acreditava em coisas que não devia. Irritava-se facilmente. E levava tudo para a brincadeira e para o lado perverso. Errava inúmeras vezes, e sofria com a mania de tentar ser perfeita. Ela só tentava ser feliz. E a modos que até o era. Mas principalmente, sorria com sentido quando estava ao pé dele. Quando o via fazer parvoíces. Quando sentia orgulho em o amar. Ela era contra o racismo, e aceitava o amor homossexual. Ela era, talvez, invulgar. Prazer, esta era eu, e hei-de ser durante muitos anos.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Smoking.


Peguei no meu maço de camel, escondi-o dentro de a bolsa azul as flores verdes, e pu-la para dentro da mochila. Despedi-me da minha mãe com um beijo na testa, e abracei a minha irma. Sai de casa, e fui andando pela rua. Quando já estava no outro quarteirão saquei dum cigarro, e fumei-o até ao fim. Dava-me piada aquela situação. Fui até as festas, só mesmo para comprar duas cervejas e sair logo. Não me queria cruzar com ninguém, nem queria que me fizessem grandes perguntas. Com as duas cervejas, sai e dirigi-me a praia. Era de noite, e gostava de me sentar na areia, a pensar. Mesmo que não fosse no mais correcto. Bebi a primeira cerveja num golo seguido. Custou-me e não percebi porque o tinha feito. Mas depois senti um alivio, e ate que soube bem. Peguei na mochila e na outra cerveja, e andei mais dois quarteirões. Sentei-me num banco a porta de casa dele. Peguei no penúltimo cigarro do maço. Acendi-o. Fumei-o lentamente. Olhava diante da porta dele, pensando no que dizer quando ele abrisse a porta. Continuei fumando, parecia interminável. Quando finalmente acabei de fumar, peguei na cerveja e pus no parapeito da cozinha dele. Sem que ele desse por isso. Fui até as traseiras. Tirei a chave do sitio onde costumava estar. Abri a porta, e entrei. Guardei a chave no bolso. Para quando saísse a por no mesmo sitio. Descalcei as allstars, e peguei nelas, e silenciosamente subi as escadas até ao primeiro andar da casa. Abri a porta do quarto dele, já estava a dormir. Como eu calculava. Levantei a manta, e deitei-me la dentro também. Ele virou-se assustado e simplesmente disse "se isto for um sonho, então deixa-me sonhar a fica comigo para sempre". Eu sorri, e disse que era bem real, e que eu já estava com ele para sempre há muito tempo. Ele agarrou-se a mim, e adormeceu. O bom disto tudo, é que quando acordar vou continuar a sentir os teus braços a minha volta. Vou ouvir a tua respiração perto do meu rosto. E vou sentir o meu coração a bater mais-que-rápido, só por estar perto de ti.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Carta para o teu reflexo no espelho.

Sim, não vou fazer por ordem, hoje apeteceu-me fazer esta, talvez seja o dia indicado.



Querido eu,
aprende a crescer e a deixar de sonhar tanto. Deixa de acreditar em tudo o que te dizem. Não, o mundo não é como tu queres acreditar que é. O mundo a tua volta é mil vezes pior do que tu queres fazer dele. E as pessoas também. Aprende a gostar mais de ti, e não só um bocadinho, que é equivalente a quase nada. Deixa de pensar que toda a gente é melhor que tu. Deixa de pensar tanto nele. Não dês tanta importância para o que a tua mãe te diz. Ela só te quer ver no fundo do poço. Aprende a confiar nas pessoas certas, e a não sair magoada. Esquece as laminas. E as dietas também. Não dês importância ao que dizem, tu és livre de dizer e fazer, o que quiseres. Nao, as pessoas nao te conhecem, mas deixa-las pensar que sim. Da-lhes a conhecer, um pouco de ti. Não demasiado, um pouco, o suficiente. Deixa-las pensar que já te conhecem e que sabem tudo sobre ti. Quando na verdade, so sabem o teu nome, onde moras e a tua idade. Aplica-te nos estudos, e esquece esse mundo, de Hollywood, de uma vez por todas. Ama, quem tens a amar. Odeia, quem te da motivos para odiares. Querido eu, estar a escrever isto é uma perda de tempo. Pois no fim, tudo fica igual. Nada muda. E fuck, pai volta, tenho tantas saudades tuas.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Desilusão. Desculpa.


Sempre que as coisas parecem estar a melhorar, eu tenho sempre de cometer algum erro, nao é? Pois, parece que sim. E depois que posso fazer? Pedir desculpa? Pois bem, eu faço isso. A toda-a-hora. Mas eu sei, sei que nao muda nada. Sei que a palavra "desilusao" permanece. Tanto na tua mente, como na minha, como na de muita gente que ja me disse isso. É obvio que dava tudo para te ter outra vez, do meu lado, como dantes. Mas desculpa, desculpa cometer tantos erros. Talvez o problema seja eu querer tanto ser perfeita, e nao conseguir. Pedir-te mais uma oportunidade, para mostrar o quanto te amo é muito? É pedir muito? É que sinceramente, nao aguento estar longe de ti mais tempo. Eu sei, sei que te julguei sem ouvir a tua versão da história. Sei que foi errado, e que nao deve ser a primeira vez que faço isso (nao me lembro se ja fiz alguma vez). Peço-te que nao me deixes. Peço-te que me ajudes a mudar este meu defeito. Os dois, juntos. Eu sei, é sonhar demais. Talvez seja pedir de mais. Mas ja esperei demasiado tempo calada. Se tu soubesses as saudades que tenho de estar contigo. Desculpa ter este feitio, desculpa nao estar do teu lado, desculpa ter-te julgado, mas principalmente, desculpa ter-te desiludido. Era o que menos queria ter feito. Mesmo que nao voltes para mim, diz-me so, que me perdoas.

sábado, 21 de maio de 2011

Carta para a tua paixao.


It's over. Custou, mas aceitei. Dois meses, fez ontem dois meses que nos conhecemos e que tudo isto começou. Provavelmente não vais ler isto. Mas isto faz parte do desafio, e vou-te escrever a mesma. Conheces-me. Sabes como me estou a sentir por dentro, não preciso de to dizer, nem de o escrever. Pois isso diz-me respeito a mim. Nunca exigi nada de ti, que eu me lembre. E se exigi, peço desculpa. Alias, desculpa se alguma vez errei contigo. Mas não era o meu objectivo. Mas a verdade é que eu acabo sempre por estragar tudo, de por onde der. Queria tanto continuar a lutar por isto, mas tenho medo de cair outra vez. Não, não me arrependo de te ter conhecido. Ensinaste-me muito, e fizeste-me sentir como nunca ninguém antes tinha feito. Gosto de ti, e sinceramente não me importo nada. Vou estar a tua espera, não para sempre, mas durante algum tempo, o meu coração vai continuar a disparar quando te vir. Não quero saber se isso é o correcto ou não, quando se toca a ti, eu perco a noção das coisas. Desculpa não te ter conseguido fazer tão feliz quão tu me fizeste a mim. Desculpa nem sempre ter dito as coisas que devia. Principalmente, desculpa, por não ter estado do teu lado, tantas vezes quanto tiveste do meu. Não vou dizer que não tenho saudades tuas, pois tenho. Não, não vou andar ai a chorar, todos os dias. Pois isso não te trará de volta a minha vida. E não são as lágrimas que vão demonstrar qualquer sentimento. E desculpa se esperaste algo de mim, que eu nunca cheguei a ser. 

I'll be waiting for you, cause I love you.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Carta para a tua melhor amiga.


Neste caso para a minha. Eu não te queria fazer um texto muito grande. Mas como é carta, vai ser ainda um bocadinho. E ai de ti que tentes não ler isto, e fingir que leste. Conhecemos-nos a treze (catorze) anos. Mas isso é irrelevante. Nem acredito que te voltei a encontrar, após tantos anos perdidas algures. Foi uma sorte, e ainda bem que aconteceu. Não sou perfeita, nem estou perto de o ser. Sei que as vezes tenho atitudes estúpidas, mas sei que ate hoje nunca me deixaste por isso. E demos sempre a volta por cima. E verdade que dou-te muitas vezes na cabeça, e não passo a vida a tratar-te como uma "querida". Mas as melhores amigas, estão cá para apoiar e contrariar. Para rir e discutir. Para chorar e berrar. Não estão cá para serem sempre amigas, e com uma amizade perfeita, e com gostos iguais. Discutimos quando tem de ser. Discordamos na maior parte das vezes. Temos gostos diferentes, e iguais ao mesmo tempo. Temos feitios diferentes. Pensamos nas mesmas coisas, temos atitudes diferentes. Mas quando for para chorar, estamos la uma para a outra. Quando for para aconselhar, estamos la uma para a outra. Quando for para insultar, estamos la uma para a outra. Quando for para apoiar, estamos la uma para outra. Independentemente de tudo estaremos la sempre. Eu gosto muito de ti, e claro que gostava que isto fosse para sempre. Existe casos que duraram para sempre. O nosso não sei. O futuro o dirá. Mas se não for, ainda havemos de ter muito tempo ate ao fim disto. Obrigada. Desculpa. E não vou escrever mais. Os sentimentos não se descrevem, sentem-se e demonstram-se. Amo-te.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Desafio.

Encontrei este desafio no blogue da Ana Sofia (http://wellmymichelle.blogspot.com/) e como muitas     vezes não tenho sobre o que escrever, vou fazer. Começo amanha.


      Carta para a tua melhor amiga;
Carta para a tua paixão;
Carta para os teus pais;
Carta para os teus sonhos;
Carta para um estranho;
Carta para alguém com quem não falas tanto quanto gostarias;
Carta para alguém de quem te afastaste;
Carta para alguém da tua infância;
Carta para a pessoa que mais partiu o teu coração;
Carta para a pessoa que sabes que estará presente nos tempos mais difíceis;
Carta para alguém que mudou a tua vida;
Carta para o teu reflexo no espelho.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Things I should forget.


Acho que só ontem, ou a semana passada me apercebi de como isto me fazia falta. As saudades que tinha de correr atrás de ti. De te driblar mal, e vezes seguidas. A vontade que tinha de lançar ao cesto, mesmo sabendo que ia falhar. Ontem sim, eu apercebi-me que nunca devia ter desistido daquilo que na altura era o meu sonho. Peço desculpa por ter falhado com a promessa que nunca te ia abandonar, e que nunca desistiria de ti. Viesse o que viesse. Falhei. Desisti. Chorei muito para te ter de volta. Mas já era tarde demais. Sabes como sou, só faço as coisas já bem tarde. Eu sei, sei que à um ano atrás tive oportunidade de voltar para ti. Para o equipamento. Para os pavilhões. Para os abraços e gritos de vitoria. Mas não voltei. Recusei. Disse com clareza um redondo "não". Sabia que ia ter de voltar a deixar tudo outra vez. Ja não tenho a mesma pratica e o jeito que tinha. Ja não sei driblar como deve ser, e marcar um cesto a primeira, ou a segunda. E ia-me custar abandonar-te outra vez. Dava tudo para nunca ter desistido de ti. Mas a verdade é que desisti. Talvez tenha feito bem. Ou talvez não. Penso tantas vezes nos tempos em que era uma criança, e ficava toda feliz por ir para o pavilhão. Entrava e pegava numa bola e punha-me logo a inventar. Sinto saudades e um arrepio só de pensar nisso. Desisti por motivos estúpidos, por opções, por pessoas, por falhas. Soube rir, e enfrentar a situação. Tenho orgulho em ter tentado. Em ter praticado basquetebol. Estou desiludida por nao ter lutado por mais tempo diante dele, e por não ter orgulhado os outros disso. No fim de tudo, era uma criança. Frágil. E que dava importância para tudo o que diziam. Memorias de 2006.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

True love.


(tenho saudades deste verao.)

Ja se passaram dois anos. Dois. Lembraste como tudo aconteceu? Eu lembro-me e tão bem. Com tudo, a nossa amizade já teve pontos mais altos, bem mais altos. Sempre que estamos a cair aos bocados, tu vens a correr e agarras-nos com uma força enorme. So te tenho a agradecer por isso. Por nunca teres desistido de nos. E por seres o melhor amigo que alguém pode ter. És a minha base de vida. E tenho todo o orgulho em o dizer. És insubstituível. Nunca ninguém vai conseguir fazer o que já fizeste por mim em dois anos. És um orgulho. Deixas imensas saudades. Dos abraços. Das gargalhadas. Dos choros. Dos conselhos. Tudo deixa saudades. Desculpa não andar presente. Desculpa não ter as melhores atitudes. Desculpa não ser a melhor amiga. Sei que não há um dia que passe em que eu não pense em ti, e tu não penses em mim. Sei que sentes o mesmo, e que morres de saudades. Sei que vamos voltar a ser o que éramos. E sei que vai voltar a acontecer tudo outra vez. Mas sei que sempre que eu precisar tu vais la estar. E tu sabes que quando tu mais precisares eu vou la estar. Como sempre foi, e como sempre será. A nossa amizade é a única que eu sei que vai ter sempre um para sempre real. Muito obrigada por no pior momento da minha vida teres la estado. Vai fazer um ano daqui a uns tempos. E eu lembro-me de tudo perfeitamente, como se fosse hoje. E vou sempre lembrar. Pois coisas destas não se esquecem. Foram lágrimas, e lágrimas derramadas no teu colo. Um milhão de desculpas ditos. A palavra desilusão e amor, escrito no coração. Mas apesar de tudo, tu, estiveste sempre la. Nunca me largaste. E foste-me buscar ao poço. Quando eu mais precisei de forças, foste tu que la estiveste. Quando eu mais precisei de um abrigo, foi aos teus braços que eu recorri. Por isto, e por tudo o que aconteceu nestes últimos dois anos, eu só te tenho a dizer, muito, muito obrigada. Jamais alguém vai conseguir ser tão boa base como tu. Jamais. Melhor amigo, desde 2009.
Amo-te, sempre.

sábado, 23 de abril de 2011

You are the best part of me


Ela acordou. Cheirou a camisola para ver se o cheiro dele ainda estava nela. Saiu da cama. Tomou banho. Fez tudo como habitual. Saiu de casa, e entrou para dentro do carro. Esperava pelo pai. Sabia que ele ia demorar pelo menos mais dez minutos. Fazia aquela rotina todos os dias. Sabia que tinha de entrar pela escola a rir-se e a contar piadas. Por isso, ia todos os dias mais cedo para o carro. Antes de o pai chegar. E chorava. Sentia falta da mãe. E todos os dias se lembrava do acidente e se sentia culpada. Quando sabia que o pai ia chegar, limpava as lágrimas, punha um sorriso, falso claro, na cara e punha o radio a dar e um pouco alto. Era a rotina dela todos os dias. Mas hoje fora diferente, o pai demorara-se  mais tempo, e quando entrou no carro não disse uma palavra sequer. Ela perguntou quando podiam ir finalmente ver a mãe. Ja se tinham passado dois meses desde a ultima vez. O pai parou o carro, pouco antes da escola. Desligou o radio e olhou para ela. As lágrimas invadiam-lhe os olhos. Ele disse-lhe que sabia que ela chorava todos os dias antes de ele entrar no carro. E que adormecia com as lágrimas na almofada todas as noites. Sabia que ela tinha saudades da mãe, que se sentia culpada, e que a relação deles não era a melhor. Ela tentou para-lo. Mas ele não deixou. As lágrimas começaram a escorrer-lhe lentamente pelo seu rosto velho. Ela não queria que ele dissesse. Ele pegou-lhe na cara e disse "A tua mãe morreu Filipa." Ela saiu do carro e entrou na escola, e pela primeira vez não levava um sorriso posto. As lágrimas estavam por toda a parte do seu rosto jovem. Puxou o capucho, e tapou a cara. Não queria que percebessem que era ela, e que muito menos lhe fizessem perguntas naquele momento. Viu o seu namorado, à sua espera, no sitio do costume, como todos os dias. Agarrou-se a ele a chorar. Ele conheci-a bem. E sabia o que se andava a passar, desde sempre. Não tinham segredos. Disse-lhe que a amava, e que estaria ali para ela sempre. Todas as noites, todos os dias. Em todo o lado. E que jamais a iria fazer-se sentir culpada fosse pelo que fosse. Disse-lhe também que não conseguia trazer a sua mãe de volta, mas que lhe conseguia dar todo o carinho do mundo. Ela acalmou-se. Pegou-lhe na mão dele e disse "Vamos. Disseste que um dia fugíamos juntos. é hoje o dia. Preciso de sair daqui. Contigo." Ele aceitou e saíram os dois juntos, de mão dada. Ele amava-a como nunca tinha amado ninguém. E ela sabia o que era amar pela primeira vez. Umas ultimas lágrimas caíram pelo seu rosto. O sorriso não veio, mas levou a mão ate junto do peito. E pensou em tudo o que tinha passado com e pela mãe. E simplesmente disse baixinho "Obrigada mãe. Obrigada por me teres ensinado a amar desta maneira. E a saber esquecer e perdoar. Obrigada pelo que fizeste. E desculpa ter sido a causa da tua morte. Vou-te amar sempre." Ele ouviu-a. Sorriu para ela e prometeu que um dia iriam casar e ser felizes. Não para sempre. Mas para alem da morte.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Desabafo.


Cá estou eu, outra vez. Não sou daquelas pessoas que escreve diariamente no blogue. Não tenho todos os dias inspiração, mas todos os dias abro esta janela e tento escrever algo. E fica tudo guardado nos rascunhos. Hoje vou escrever sobre ti. Sim, mais uma vez. Ontem a noite deitei-me na cama, tapei-me toda, sim estava com frio. Estava escuro e eu só pensava em ti. Na vontade que tinha de ir ter contigo, e por-me dentro da cama contigo. Nada do que possam pensar, nada de sexo ou amor. Apenas poder dormir agarrada a ti. Sentir o teu cheiro junto das minhas roupas toda a noite. E nunca mais acordar. Ainda consigo acreditar que isso um dia vai ser possível. O meu medo é tão grande. O medo de te desiludir ou magoar, consome-me por dentro. Esta mania de querer fazer tudo bem, sem erros nenhuns começa a ser demais. Tenho de saber parar. E deixar as coisas acontecerem naturalmente. Ao tempo que não me sentia tão bem ao lado de alguém. Vieste, apareceste e marcaste a diferença em tão pouco tempo. Com isto tudo, amanha faz um mês que nos conhecemos. E se pudesse voltar atrás no tempo, faria tudo igual. Estou a tentar manter isto de pé da melhor maneira que posso. Já te disse que foi uma sorte teres-me vindo parar as mãos? E já te disse que não te vou deixar fugir? Pois, agora já sabes.Vou deixar-me de coisas e aproveitar isto. Pois é o melhor que tenho. Acima de tudo, a verdade. Peço-te sempre a verdade. Seja ela qual for. Eu vou sempre respeita-la e aceita-la. Agora não penses que isto vai ser sempre fácil, porque não vai. E sim, eu confio em ti. Agora vá, queres que te conte uma coisa muito estúpida e com a qual vais gozar muito? Quando estiveres comigo, pega no meu telemóvel. Depois vais perceber. Gosto muito de ti, meu amor.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

the end

Vi-me perdida. Sozinha. Nao era a primeira vez, nem a segunda. E todos sabiam que nao ia ser a ultima. Todos me avisaram enquanto era tempo. Todos me agarraram sempre que me balançava sobre o buraco em que queria cair. Desta vez nao. Desta vez, cai. E bati bem la no fundo. As lagrimas vieram-me aos olhos naquele buraco escuro. Tentei prende-las. Tinha prometido a mim mesma nao voltar a chorar pelo que quer que fosse. Nao ia falhar mais uma promessa. Tinha a garganta seca, queria gritar mas o grito nao saia. Fiz força, pus a cabeça para cima, fiz de tudo para elas nao cairem. Mais uma vez nao consegui ser mais forte do que qualquer coisa. Elas cairam, uma a uma. O meu rosto foi ficando molhado. Pensei como ia dar a volta por cima. Como ia sair dali. So vi uma saida. Levantei-me. Caminhei descalça pela rua. Era Verao, nao me importava se a estrada estava a escaldar, ou se estava gelada. Eu nem sentia bem a temperatura. Estava descontrolada, desorientada, confusa. Cheguei á estaçao, comprei uma passagem ate ao Porto. Estava num estado lastimavel. Houve pessoas que chegaram a sentar-se ao meu lado. Uns perguntavam se tinha erva, outros davam-me dinheiro para comprar comida. Outros sussuravam-me que a vida nao depende so de uma pessoa. O comboio chegou. Entrei. Sentei-me no fundo do comboio. Sabia que o telemovel ia começar a tocar nao tarda. Tocou vezes sem conta. Desliguei-o. Sabia que mqis tarde iria precisar dele. Isulei-me de todo o barulho. Olhei pela janela, e vi tudo. O passado, o presente. Os choros, os gritos. As quedas, as desilusoes. Os sorrisos, os orgulhos. Vi tudo passar a minha frente. Custou tanto nao conseguir mudar nada. Cada vez me sentia mais fraca, e sem forças para andar. Horas mais tarde, consegui chegar. Sai. Ainda tinha muito para andar. rastejei-me pelos passeios agarrando-me aos postes e bancos. Ali parecia toda a gente tao feliz. Sem problemas. Com boas vidas. Nada como eu. Familia destruida. Namorado morto. Pais separados. Olhada de lado. So me restava uma pessoa. Uma. Continuei a caminhar. So tinha visto aquela casa uma vez, a unica vez que tive dinheiro para ir ate la. Subi as cinco escadas da entrada. Sentei-me. Precisava de ganhar coragem para voltar ali apos tantos anos sem ter dado noticias. Alem do mais tinha andado muito, nao tinha mais forças. Levantei-me. Soltei o cabelo, e toquei a campainha. Ela abriu-me a porta. Estava dois centimetros mais baixa que eu. Tinha o cabelo castanho claro, como da ultima vez que a vi. E tinha uma argola no nariz. Ficou os minutos seguintes com a porta aberta, a oberservar-me. Olhou-me nos olhos. E eu percebi. Retribui-lhe o olhar como quem diz "desculpa". Abraçou-me, nao consegui retribuir. Estava acabada. Senti os meus olhos a fecharem, e o meu corpo mole, a cair-se sobre os braços dela. Era o meu fim, pensei eu. De repente abri os olhos, estava numa ambulancia. A Maria estava ao meu lado, segurava-me a mao com todas as suas forças e chorava. Gritava para eu me aguentar, que era desta vez que iamos ficar juntas. No meio de tanta gritaria descobri que ela tinha cancro. E que iria morrer em breve. Fechei os olhos, a unica pessoa que tinha no mundo ia morrer. De nada valia continuar a lutar por mim mesma. Ela leu-me esse pensamento, começou a gritar enquanto chorava, para me aguentar, e que eu ia ficar em boas maos. E que nao podia desistir pelo facto de ela ter cancro, para me lembrar de todos os anos que passamos juntas. Fechei os olhos. No hospital informaram-me que estava demasiado fraca, e que precisava de me alimentar. Mas que estava bem, e podia ir para casa. Sai dali. A Maria estava a minha espera. Deu-me a mao, e enfiou-me para dentro do carro. Paramos numa pastelaria, comprou-me um bolo e um sumo. Agradeci-lhe. Fomos ate casa a pé. Queriamos falar um pouco. Fomos a maior parte do tempo caladas. Ate que ela disse ''Entao e o Rafael? Como estao as coisas?'' Olhei para ela, calei-me e disse ''Ele morreu a dois dias Maria.'' Ela nao sabia o que dizer, entrou em panico. Começou a chorar. Eles tinham sido grandes amigos. Pegou nos meus braços. Puxou-me a camisola para cima. Nao tinha cortes. So as marcas dos de ha muitos anos. Entramos em casa. Fomos para o quarto dela. Ela perguntou-me que se passava. Eu simplesmente dissse ''A minha hora chegou Maria. É o fim''. Ela percebia. Agarrou-me a cara, e deu-me um estalo. E disse ''Mas tu estas tonta? És a melhor pessoa que existe neste mundo. Os teus pais nao te dao o devido valor, luta para o ter. O teu namorado morreu, ultrapassa isso, demore o tempo que demorar. Eu sei, sei que sou a unica pessoa que tens, mas tens de deixar de sonhar e pensar que vai ser sempre tudo mau. Ou que vai ser sempre tudo bom. Andares-te a espetar com seringas cheias de merda la dentro, nao te vai levar a lado nenhum. E nem me tentes mentir, porque eu sei bem o que digo. Conheço-te melhor do que qualquer pessoa. As seringas so te vao levar a morte, e nao é saida para nada. Ficas aqui a viver, o tempo que for preciso. Prometi que nunca te ia abandonar, e nunca o vou fazer. Amo-te como sempre amei. És a minha melhor amiga, e a unica pessoa que consegui amar em todo o Mundo. Vou morrer em breve, e tu vais ser forte e aguentar isso tudo. Eu vou estar sempre ao teu lado, sempre. Eu nunca vou amar nenhuma rapariga, nem nenhum rapaz como te amo a ti. Percebe isso duma vez. Percebe que tens de lutar pela vida.'' Comecei a chorar, agarrei-me a ela. Choramos juntas. Nao queria saber o que ia acontecer depois disto tudo. Queria ficar ali contigo para sempre. Ai, nao te estou a sentir completamente bem. Maria!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mae.


Eu sei, sei que já escrevi sobre ti. Mas este é o único sitio onde posso escrever a vontade, sem ser julgada. Sabes bem, que já me fizeste sofrer muito. As tuas palavras a cada dia que passam custam mais a ouvir, e a aceitar. Ter a palavra desilusão e não gosto de ti, na cara, todos dias, forma uma grande ferida. As tuas atitudes para comigo, estão todas erradas, todas. Não realizas o papel que te foi dado. Não me apoias como devias apoiar. Estas sempre do lado oposto, a torcer pelo lado oposto. E não por mim, que sou tua filha. Isso faz-te feliz? Não te custa pensar como me tratas? Não te custa dizer as coisas que me dizes? As vezes ponho-me a pensar, e acho que não. Que não te custa nem um bocadinho teres essas atitudes. Ontem foi o meu dia de anos, e tu preocupaste-te com tudo, menos com esta frase "parabéns filha.". Tu não me deste os parabéns. Desde à quatro anos que não o dizes. O facto de tu não gostares de mim, não te dà o direito de dizer que mais ninguém gostará. Pois, eu ainda consigo orgulhar as pessoas. Ainda consigo ficar feliz por as ver. Agora, quando chega a hora de vir para casa, o sorriso desaparece. Aparecem as preocupações, as discussões, e os choros. Falta-me a coragem para te dizer todas estas coisas cara a cara. Chamem-me cobarde, porque é o que sou. Ja te fiz uma carta, a pedir que tudo mudasse, que deixasses de ser assim. Tu leste, rasgaste; e puseste no lixo. Foi como se eu nunca tivesse escrito nada. As vezes parece que te sentes bem, em ser assim comigo, e com toda a gente a tua volta. Mas depois quando não estou em casa à três dias, já me ligas com voz de quem vai chorar, ou já chorou. A pedir que volte. E claro, eu não volto. Quando me vais buscar, vais com uma cara zangada, como sempre. Chegamos a casa e eu penso que alguma coisa vai mudar, mas de facto, nunca muda.Um dia destes, vais acordar, vais-te dirigir ao meu quarto. Eu não la vou estar, vais procurar-me em todo o lado, e ligar-me vezes seguidas. E só depois te lembras que já tenho dezoito anos, e que já estou na Universidade. Vais chorar, e vais-me pedir desculpa por tudo. Não te vou desculpar, apenas vou pedir que não faças a minha irma passar por o mesmo. Tenho saudades de quando tinha três anos, e o pai e tu me levavam a piscina, e era só rir. Nessa altura era tudo tão perfeito, porque teve de mudar? Diz-me, porque?

domingo, 3 de abril de 2011

uma noite bem passada.


acordei, tinha-te ali mesmo ao meu lado. agora sim, posso dizer que a minha historia vai começar. e desta vez contigo ao meu lado a todos os minutos e segundos da nossa vida. lembro-me tão bem da noite passada como se fosse hoje. fomos a praia depois do jantar. andamos de mãos dadas o tempo todo; encontramos um casal de idosos muito amorosos, que se dirigiram a nos e disseram ''meus queridos, como vocês nos fazem lembrar a gente à vinte anos atrás.'' e nos os dois olhámos um para o outro, sorrimos, e despedi-mo-nos daquele casal. já era bem tarde, e nos continuávamos na nossa praia, por assim dizer. lembro-me de estarmos deitados na areia, tu olhares-me nos olhos, e teres dito apenas "quando a morte chegar, eu não te vou abandonar. vou permanecer do teu lado, e apoiar-te nas tuas novas escolhas, porque amar alguém é fazer o melhor por ela."dei-te um beijo, e jurei-te que serias tu quem eu iria amar para sempre e mais ninguém. viesse quem viesse. pegaste-me ao colo e correste comigo para a agua. parecia como nos filmes. ficamos todos molhados, e para ajudar começou a chover. não quisemos saber. abraçaste-me com uma força enorme. beijaste-me vezes seguidas. comecei a chorar. percebeste tudo. limpaste-me as lágrimas. pegaste com jeito na minha cara, puseste os meus olhos sobre os teus. ficamos naquilo durante uns bons minutos.  e ambos pensámos um para o outro "como somos perfeitos juntos". puseste-me nas tuas cavalitas e levaste-me até casa assim. quando chegámos fomos logo para o quarto, quentinho e à nossa maneira. dirigiste-te ao piso de baixo enquanto me vestia. conseguia ouvir os teus passos apressados a descer as escadas de madeira já gastas. entraste pelo nosso quarto a dentro, agarraste-me a cintura, e deste-me o meu livro. sabias tudo sobre mim. desde os meus gostos preferidos até às minhas rotinas. deitaste-te ao meu lado, pediste-me que te lesse algumas parte do livro. assim o fiz. e lembro-me tão bem das palavras que usaste para descrever aquilo que te li, foram "um dia isso ainda vai ser a nossa historia, as nossas palavras. um dia vamos ser nos as personagens principais desses tão belos e antigos livros. mas o fim dessa historia, não vai ser escrito, nem por ti, nem por mim. alguém o há-de inventar. mas prometo, que vai ser daqueles finais felizes. em que nenhum morre, em que ficamos juntos para sempre. tal como o casal de idosos amoroso, que vimos esta noite" fechei o livro. deste-me um beijo de boa noite. apaguei a luz. senti a tua mão áspera na minha cara, a passar suavemente. fechei os olhos, e disse-te muito baixinho "vamos ficar assim para sempre meu amor." e não quis ouvir a tua resposta. de repente, já era de manhã, tive medo que tivesse sido tudo um sonho. olhei para o lado e la estavas tu, a dormir, e a segurar na minha mão.

sexta-feira, 25 de março de 2011

you. me. we.


juro que não sei como "me vieste parar ás mãos". mas ainda bem que te deixei entrar. não me arrependo nem um bocadinho. mesmo com o que aconteça no futuro, são com os erros que eu aprendo a crescer. por mais erros que sejam. sabes o que é estar a tremer por todo o lado por ir estar contigo? com medo do que vás dizer, ou fazer? é uma sensação tão boa, mas ao mesmo tempo de tanto nervosismo. o sorriso enorme com que fico quando te vejo. quando tu me dizes aquelas coisas que todas as raparigas querem ouvir. quando te ris de mim, e eu de ti. juro-te que felicidade que me dás. cada vez sinto mais necessidade de estar contigo, de te ver, de te agarrar e nunca mais te largar. gosto tanto de te ouvir dizer que nunca me vais trocar. mas quem me garante isso? por agora, eu acredito em ti. mas no futuro nao sei. o futuro pouco importa. so quero saber do meu presente. do teu presente. do nosso presente. não percebo, como é que após teres visto como realmente sou, continuas interessado. isso sabe tão bem. é tão bom quando nos aceitam principalmente como somos. quero tanto fazer as coisas como deve ser, nao quero estragar nada. nao quero avançar demasiado cedo. nao te quero perder. foste tu quem eu escolhi. fui eu quem tu escolheste.

terça-feira, 8 de março de 2011

so long time ago (...)


já lá vão uns bons sete meses. foi a última vez que te vi, a sério. sim, sim. eu sei que nos vimos outra vez no ultimo dia de outubro, mas sabes bem qe foi muito diferente. naquele dia algures em agosto, eu sentia-me bem. sentia-me como á muito nao me sentia. mas ao mesmo tempo, sentia-me perdida. sabia que aquilo ia durar apenas aquele dia. apenas até eu voltar para casa com o teu cheiro, entranhado nas minhas roupas. passamos umas boas horas, juntos. lembro-me de todas as conversas que tivemos nesse dia. as serias, e as brincadeiras. lembro-me de voltarmos para minha casa. abraçarmo-nos. e quando eu me tentava "descolar" do teu corpo, tu fazias pressão para eu continuar "nele". quando finalmente nos largamos, tinhamos os braços entrelaçados de forma bastante estranha. tentámos desembaraçá-los. enquanto o faziamos, olhaste-me intensamente nos meus olhos castanhos. nunca desviaste o olhar para o que fosse. fiz o mesmo. finalmente desembaraçámos os braços. o olhar continuo. disse adeus. mas com a esperança de te voltar a ver. comecei a descer a longa rampa. olhei para trás, estavas lá. a olhar para mim. continuei. olhei outra vez, e continuavas lá. parecia que nao querias que eu me fosse embora. a partir daí fiz o caminho todo a olhar para trás, até não te conseguir ver mais. quando deixei de te ver, so me apetecia voltar para ao pé de ti. sussurrar-te um belo "amo-te", e ter resolvido as coisas ali. naquele momento. não o fiz. virei-me para a frente. estava no meio da estrada com as lagrimas nos olhos. corri até ao outro lado da estrada. as lagrimas nao cairam. algo as prendeu. entrei a casa. dirigi-me ao quarto. sentia o teu cheiro nas minhas roupas. sentia-o por todo o lado. podia ser psicologico. mas sabia bem. parecia que podia imaginar-te ao meu lado. so no dia a seguir me apercebi que aquilo tinha sido a despedida. que não te ia voltar a ver tão cedo. e assim foi. passaram-se dois meses. revi-te. agiste como se nada fosse. fugi de ti, a noite toda. achei que isso seria o melhor. no fundo, eu secalhar nunca te amei. afinal, eu sou só uma criança. ainda nem sei o que é gostar. amar. mas uma coisa podes ter a certeza, ainda hoje eu consigo imaginar o teu cheiro. ainda hoje me lembro dos teus olhos nos meus. no teu corpo no meu. isto pode ter sido lamechas, ridiculo. mas foi só mais um desabafo.
                                                                                                    - foi a mariana (...)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

o meu passado.

é verdade, eu não falo de ti diariamente. aliás eu nunca falo de ti. desculpa. sei que merecias mais da minha atenção, prometi-te isso no dia em que te foste embora. aliás por falar nesse dia, lembraste dele? eu não chorei. nunca chorei. até perceber que ias mesmo embora. comecei a sentir a tua falta a certa altura. habituei-me a viver sete anos contigo. e de um momento para o outro estás noutra cidade, bem longe de mim. fomos melhores amigas durante bastante tempo. tu sabes disso. toda a gente sabia. penso qe nunca nos chamámos isso uma a outra, mas nós sabiamos. ja passou um ano e dois meses após a tua partida. muitos ficaram felizes. outros nem por isso. eu nao liguei. passavas a vida a dizer que ias mudar daqui para ali, dali para aqui. e na altura pensei qe fosse o mesmo, até a professora falar conosco sobre a tua mudança. aí apercebi-me que era a sério. que ia perder mais uma pessoa para longe. que o nosso para sempre nao existia. qe o "nunca me largues a mão. de maneira nenhuma," ia ter um fim ali.e nao é que teve mesmo? nós jurámos que iamos estar sempre juntas quando viesses cá. eu jurei que te ia visitar lá. foi mais-ou-menos assim. nos primeiros tempos, ainda cá vieste várias vezes e estavas sempre comigo. depois? depois não. eu nunca aí fui. e peço desculpa. fizemos demasiadas promessas uma á outra, e nenhuma cumprimos. lembro-me tão bem do dia em qe esta amizade mudou completamente. foi o teu último dia cá. foi o teu último dia na escola. o nosso último dia como melhores amigas. passou-se bastante coisas nesse dia. nessa tarde. nao vou referi-las. sao demasiadas tuas, minhas, nossas, deles. o autocarro chegou, eu sabia que era o último dia qe iamos estar juntas. estávamos de mão dada mesmo a porta do autocarro. contámos a história ao motorista e tudo. ele ja nos conhecia e bem. aquele dia foi diferente. foi o dia. foi o dia que fez a diferença na tua vida. na minha vida. na vida deles como turma. o autocarro parou na minha paragem, nao te disse nada, larguei-te a mão, e saí do autocarro. sempre de costas. ouvi a porta principal a fechar. continuei o meu caminho. olhei para trás com a esperança que tivesses saído comigo como ás vezes fazias, e que estivesses ali e que afinal nao ia ser agora a despedida. olhei para trás porque queria um ultimo abraço. aquele que eu no ultimo dia nunca te dei. e que me arrependo bastante. olhei para trás. e não lá estavas. o autocarro nao lá estava. tu tinhas ido embora. agora eu sabia disso. acabou tudo. eu sabia qe ia ser assim. passou-se o fim-de-semana. segunda-feira, paragem do autocarro. entrei e nao lá estavas. procurei-te em todos os bancos. cheguei a escola e fiz o mesmo. custou-me bastante acreditar que tu nao lá estavas. mesmo assim nao chorei. mas sentia-me mal por mil e uma razões diferentes. passado uns dias ligaste-me, e aí, eu chorei quando desligaste a chamada. chorei porque percebi tudo. chorei porque nao aceitava o facto de me teres deixado. chorei por estares tão feliz lá. hoje quando me lembro de ti, choro. orgulho-me. e sorri-o. porque eu ensinei-te muitas das coisas que sabes hoje. porque eu ajudei-te a cresce.r da mesma maneira qe tu me ajudaste. lembra-te que sempre te amei. lembra-te que o nosso adeus nao existiu nunca. nunca foi dito por nenhuma das duas. foi só o largar das nossas maos. mas olha, olha bem. nao me sentes a segurar-ta á mesma? olha bem, sentes. eu tambem sinto a tua a apertar-me como sempre. quando voltares tens uma casa com a porta aberta á tua espera.
                                                                                                  - foi a mariana (...)

domingo, 23 de janeiro de 2011

M ♥


será mesmo que algum dia as coisas iram melhorar? eu tento convencer-me de que sim, que vão. mas tambem sei que isso nao é verdade. só vao melhorar quando eu sair desta casa e tu começares a sentir a minha falta mesmo á serio. e começares-me a ligar todos os dias. nao para saberes como estão as coisas a correr, mas sim para ouvires a minha voz e saber se vou a casa no fim-de-semana. nessa altura vais querer mudar muita coisa que está a acontecer agora. mas nao vais conseguir, aliás nunca me vais conseguir pedir desculpa por nada. vais simplesmente refugiar-te em lagrimas, e tentar nao ser igual para com a minha irmã. mas sabes, isto diariamente é pessimo. todos os dias, pela minima coisa, nós discutimos. todos sao imperfeitos, menos tu. menos t-u. até o pai ja se apercebeu disso. e já se apercebeu de como as coisas sao cá em casa, quando ele nao está presente. é nestas alturas que eu choro, e que desejo que o pai estivesse cá todos os dias, ao menos as coisas nao seriam tão más.eu sei, as coisas nao sao assim tão más entre nós, tendo em conta que conheço pessoas que têm grandes problemas com a familia. nos nao pertencemos a esse "clube". eu só te peço que as coisas melhorem. que sejas mais compreensiva, que me ouças, que me respeites mais. eu nao quero que as coisas melhorem quado eu for para lisboa. quero qe melhorem agora, que estou aqui. aqui ao teu lado. a dormir na mesma casa que tu. por vezes até no mesmo quarto. nao es a pior do mundo, mas devias ser a melhor. ou tentar ser.
                                                                                                        - foi a mariana (...)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

never say goodbye.


eu posso continuar a mentir a toda a gente quando me perguntam "tu nao sentes falta dele? dos vossos momentos?" ou "tu nao tens saudades do joão?", sim, eu posso continuar a mentir a toda a gente quando digo que "nao, claro que nao. ele é passado. é um assunto mais que encerrado." mas as mentiras um dia vão chegar ao fim. e nesse dia eu hei-de ir ter contigo. mas sabes, sinceramente esse dia so vai chegar daqui a uns belos meses. até lá, luta tu por mim. mas nao desistas à primeira como um cobarde. luta como um vencedor. mas sabes o qe é o pior no meio disto tudo? é eu nao poder contar a verdade a ninguém. é eu ter de me fazer de forte. é eu ter de te insultar baixinho de maneira a qe a pessoa que vai ao meu lado ouça, e acredite que realmente te odeio. mentir a todos, é o que mais custa joão. é olhar para ti e ver como as vezes estás feliz sem mim. secalhar nao te faço assim tanta falta, quanto tu me fazes a mim. passei um ano ao teu lado, e sabes o que está a acontecer agora? é que já não sei como é viver sem ti. sem os teus conselhos. sem os teus "bom dia anã". sem os teus abraços. sem as nossas conversas. sem os teus momentos musicais. o meu problema é que nao consigo habituar-me a viver sem isso tudo. sem ti. sem nós. sem a nossa amizade. habituei-me demasiado a existir um nós entre mim e ti, que agora nao consigo arrancar-te desta coisa pequenina que tenho dentro de mim, chamada coração. pára de dizer aos outros que queres falar comigo, mas que nao consegues. pára. pára de dizer que tens saudade minhas. pára. e sabes porque? porque é tudo mentira, pois caso fosse verdade já tinhas vindo ter comigo. já tinhas mandado uma mensagem. já tinhas ligado. já tinhas tentado resolver as coisas. se tu realmente gostavas tanto de mim como dizias gostar porque é qe nunca tentaste? porquê? eu continuo a amar-te da mesma maneira. com uma grande ferida ao lado. muito grande. mas que tu podias ajudar a sarar. mas nao queres. por favor, luta. tenta ter a nosssa amizade de volta. faz isso por ti. por mim. e por ele. faz isso. se realmente o para sempe entre nós existe, faz isso. prometeste-me que ias lá estar sempre. agora nao estás. prometeste que jamais me deixarias. e deixaste. eu errei tanto. mas tu tambem. esquece isso. vamos voltar a ser um só. por favor. eu preciso tanto de ti. volta, volta. meu pequenino, eu amo-te. sempre amarei da mesma maneira. independentemente de tudo, o meu coraçao continua a ter um grande espaço com o teu nome, á espera de um grande abraço. achas que consegues? 
p.s - eu sei qe nunca lerás isto. mas também sei qe um dia vamos voltar a falar.
                                                                                                          
                                                                                                       - foi a mariana (...)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

um bocadinho de mim.


"the strange girl" juro que nao faço a minima porque é que o primeiro titulo do meu blog foi este. nao tem nada haver comigo. eu nao sou estranha. nao. eu sou vulgar e um bocado histérica. preocupada. e parva. nada estranha certo? de estranho so tenho gostos musicais.sou bastante ingénua. ou melhor, eu quero ser ingénua, quero acreditar que toda a gente até que é boa pessoa. mas pronto, nos sabemos que nunca é assim. odeio novelas brasileiras. mesmo a sério, ao principio gostava de uma ou duas, agora odeio. sao tao estupidas meu deus. ah e nao acredito em deus e passo a vida a dizer palavras em que ele entra. espertaaa. nao sou burra. sou um deposito de informações inutéis. tenho uma paixão enorme pelo michale hall e pela christina aguilera. mesmo a sério. gosto mesmo muito da mariana barata, mesmo muito. acho que nem ela sabe o quanto eu gosto dela. eu um dia destes escrevo aqui um texto referido a ela. pode ser que ela perceba a importância que tem na vida das pessoas. amo-a com todas as minhas forças. parte do meu coração pertence-lhe. é a minha melhor amiga, independentemente de tudo, é. sabem mais uma coisa? queria continuar a escrever muito mais, mas vou parar. primeiro porque isto torna-se secante a certo ponto, segundo porque tenho de me ir embora. até amanha supostos "leitores".
                                                                                                    - foi a mariana (...)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

o meu pequenino caderno.


sabem uma coisa? eu tenho um caderno. ou melhor, tinha. eu tinha um caderno onde escrevia tudo de tudo. escrevia textos. coisas ficticias. coisas reais. sentimentos. bons e maus. aquele caderno tinha basicamente tudo desde uma certa idade até a uns meses atrás. em maio, por engano levei-o para a escola. a única coisa que sei foi desde o dia em que o levei para a escola nunca mais o vi. foi encontrado por alguém. nao estava em nenhum dos pisos da escola. nem num sitio onde costumam estar as coisas perdidas. ele nao estava em lado nenhum. e acreditem, eu procurei-o por todo o lado. a toda a gente. e nada. até hoje, ainda nada sei dele. só sei que alguém o encontrou e desde aí sabe tudo sobre mim. sobre a minha vida. sobre o que eu sentia. esse caderno faz-me imensa falta. ninguém. mas mesmo ninguém sabia que o tinha. provavelmente já fui gozada por textos que lá estão. ou mesmo por todos os que lá estão. tanto me faz. nunca mais consegui ter um caderno onde escrevesse os meus textos. nao um como aquele. um dia, eu sei que vou encontrar aquele caderno. precisamente igual. vou econtrá-lo preto, com folhas com um aspecto bastante velhas, e marcas em todo o lado. foi dessa maneira que o deixei, e é dessa maneira que o encontrarei. sei disso. só vos digo uma coisa, a minha vida lá está completamente exposta.                        
                                                                                                                     - foi a mariana (...)

domingo, 16 de janeiro de 2011


sou nova por estas bandas. nao sei como isto vai correr. mas quero-me prevenir. vou fazer disto o meu verdadeiro cantinho. é verdade, tenho outro blog. mas basicamente muita gente que conheço tem acesso a ele. e a este muito pouca gente vai ter. este cantinho vai ser diferente de todos os outros que tentei criar. vai ser muito mais real. vai falar de coisas que ninguém imagina que eu sinto, ou que se passam dentro de mim. as pessoas estão habituadas a conhecer-me como uma rapariga extrovertida, e que anda sempre com um sorriso de orelha a orelha. que nao tem problemas. que nao chora. como uma rapariga que está sempre presente para todos. sejam eles amigos ou não. através deste blog, vão conhecer uma pessoa totalmente diferente. estou com medo. estou com medo de ser descoberta. apesar de saber que um dia a capa vai cair por completo e vou ter que me revelar. uns dizem que sou mimada, outros dizem qe disso nao tenho nada. a única coisa que vos posso garantir é que sou mesmo muito chegada ao meu pai. sim, claro que tambem gosto muito da minha mãe. mas são relações muito diferentes. ah e tenho um enorme orgulho na minha irmã. no décimo ano vou para humanindades. pois vou. e vou para a escola superior de cinema e teatro. é o meu grande sonho. a representação sou eu. nao fui eu que aprendi representação. foi a representação que me fez. agora e aqui despeço-me de vocês. até amanhã. ou, até logo. 
                                                                                                        - foi a mariana (...)