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terça-feira, 8 de março de 2011

so long time ago (...)


já lá vão uns bons sete meses. foi a última vez que te vi, a sério. sim, sim. eu sei que nos vimos outra vez no ultimo dia de outubro, mas sabes bem qe foi muito diferente. naquele dia algures em agosto, eu sentia-me bem. sentia-me como á muito nao me sentia. mas ao mesmo tempo, sentia-me perdida. sabia que aquilo ia durar apenas aquele dia. apenas até eu voltar para casa com o teu cheiro, entranhado nas minhas roupas. passamos umas boas horas, juntos. lembro-me de todas as conversas que tivemos nesse dia. as serias, e as brincadeiras. lembro-me de voltarmos para minha casa. abraçarmo-nos. e quando eu me tentava "descolar" do teu corpo, tu fazias pressão para eu continuar "nele". quando finalmente nos largamos, tinhamos os braços entrelaçados de forma bastante estranha. tentámos desembaraçá-los. enquanto o faziamos, olhaste-me intensamente nos meus olhos castanhos. nunca desviaste o olhar para o que fosse. fiz o mesmo. finalmente desembaraçámos os braços. o olhar continuo. disse adeus. mas com a esperança de te voltar a ver. comecei a descer a longa rampa. olhei para trás, estavas lá. a olhar para mim. continuei. olhei outra vez, e continuavas lá. parecia que nao querias que eu me fosse embora. a partir daí fiz o caminho todo a olhar para trás, até não te conseguir ver mais. quando deixei de te ver, so me apetecia voltar para ao pé de ti. sussurrar-te um belo "amo-te", e ter resolvido as coisas ali. naquele momento. não o fiz. virei-me para a frente. estava no meio da estrada com as lagrimas nos olhos. corri até ao outro lado da estrada. as lagrimas nao cairam. algo as prendeu. entrei a casa. dirigi-me ao quarto. sentia o teu cheiro nas minhas roupas. sentia-o por todo o lado. podia ser psicologico. mas sabia bem. parecia que podia imaginar-te ao meu lado. so no dia a seguir me apercebi que aquilo tinha sido a despedida. que não te ia voltar a ver tão cedo. e assim foi. passaram-se dois meses. revi-te. agiste como se nada fosse. fugi de ti, a noite toda. achei que isso seria o melhor. no fundo, eu secalhar nunca te amei. afinal, eu sou só uma criança. ainda nem sei o que é gostar. amar. mas uma coisa podes ter a certeza, ainda hoje eu consigo imaginar o teu cheiro. ainda hoje me lembro dos teus olhos nos meus. no teu corpo no meu. isto pode ter sido lamechas, ridiculo. mas foi só mais um desabafo.
                                                                                                    - foi a mariana (...)