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terça-feira, 21 de junho de 2011
Myself
Ela sonhava com um mundo em Hollywood. Dava oportunidades, e oportunidades as pessoas, mesmo elas não o merecendo. Sorria por tudo, e era um pouco histérica. Amava abraços, e palavras inesperadas ditas ao ouvido. Não sonhava com um namorado, apenas com um rapaz que estivesse sempre presente para ela, e a amasse tanto como ela o amava. Não queria ter filhos, até o ter conhecido. Tinha gostos estranhos, e que muita gente não entendia e gozava. Não gostava que lhe tirassem fotos, mas gostava de tirar a ela própria. Mesmo saindo ridículas, como a maior parte das vezes. Não se achava bonita, e tinha complexos com o seu corpo. Nunca se achou boa suficiente, em alguma situação. Tinha um orgulho enorme pelo pai. Todos os dias tentava melhorar a sua relação com a mãe. Dava conselhos as amigas que eram idênticos para as situações dela, mas jamais os seguiu. Era louca por roupas com flores pequeninas, vintage, por assim dizer. Gostava imenso de camisas aos quadrados azuis, brancas e vermelhas. Mas nunca teve nenhuma. Tinha uma paixão secreta pela escritura, e amava um dia escrever um livro. Apesar de saber que isso é impossível, ela sonhava. Era uma criança, e acreditava em coisas que não devia. Irritava-se facilmente. E levava tudo para a brincadeira e para o lado perverso. Errava inúmeras vezes, e sofria com a mania de tentar ser perfeita. Ela só tentava ser feliz. E a modos que até o era. Mas principalmente, sorria com sentido quando estava ao pé dele. Quando o via fazer parvoíces. Quando sentia orgulho em o amar. Ela era contra o racismo, e aceitava o amor homossexual. Ela era, talvez, invulgar. Prazer, esta era eu, e hei-de ser durante muitos anos.
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