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sábado, 26 de novembro de 2011

Só precisava de nao ter desistido.

Eu tenho saudades tuas. Tu sabes que tenho. Eu amo-te. Mas este amar, mata-me, e isso nao é bom para mim. E uma vez na vida eu tenho de me preocupar comigo, com os meus sentimentos, com o meu coraçao, e com a dor que ando a suportar por te amar tanto. Acabou, tenho de seguir em frente. Digo isto á mais de tres meses. Sabes qual foi a minha evoluçao? Nenhuma. Nao consigo. É dificil seguir em frente, sem ti ao meu lado. Sem ti a gozar comigo, sem ti a abraçar-me e a segurar-me para nao cair. É demasiado dificil, fazer tudo o que faço, sem ti. Sem te contar. Todos dizem que estou melhor sem ti. Que nao me fazes bem. Mas eles nao percebem. Nem mesmo tu o percebes. Eu vejo-te todos os dias, e so de imaginar, que um dia, vou entrar na escola, e te vou ver com outra pessoa, a fazer tudo o que fazias comigo, isso mata-me por dentro. Sei que vai acontecer um dia, eu sei. Mas nao vai ser facil, nada fácil. Vou ter de passar por voces como senao doesse, como senao me importasse. Quando no fundo, estao a acabar comigo por dentro. Se eu tivesse lutado ainda mais, e nao tivesse desistido de nós, na quarta-feira passada, tinhamos feito 8 meses. Ja nem te deves lembrar da importancia do dia 23 em cada mês. Pois bem, lembro-me eu, e vou continuar a lembrar-me durante uns tempos. So quero conseguir esquecer-te, e acreditar que tudo vai passar, e se vai resolver. Sai do meu pensamento, do meu corçao, sai de mim, por favor. Eu imploro-te que acabes com esta dor.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estou cansada. Cansada de fazer tudo por toda agente, ajudar, dar conselhos, e quando sou eu, ninguem se importar. Estou farta de fingir ser uma coisa, que nao sou. Farta de fingir sentimentos, que nao tenho. Isto de ser forte, tem muito que se lhe diga. Ninguem realmente entende. Estar num sitio cheio de gente, e sentir-se sozinha, é uma dor do outro mundo. Parece que fomos inseridos naquele lugar por obrigaçao, como senao la quisessemos estar. Como se estivessemos totalmente sozinhos. Estar no meio daquela multidao, para mim, é o mesmo que estar no meu quarto, sozinha. Cada vez se torna mais insuportavel. Eu fiz um esforço, eu dei oportunidades a outras pessoas, mas nao é a mesma coisa. Eu jamais vou esquecer o quanto marcaste a minha vida. Jamais vou esquecer o quanto me fizeste amar-te, e o quanto eu sofri com isso. Sabes quais foram as consequencias? Eu congelei os meus sentimentos de tal forma, que nao consigo sentir mais nada por ninguem. Nao consigo ser feliz, nem dar outra oportunidade a minha vida. És passado, eu sei. Mas vais estar sempre a ser arrastado para o meu presente. Nao é porque eu queira, é porque as coisas sao assim, e nao há nada a fazer. Nao, eu nao sofro por amor. Sofro com as memorias dele, com a dor que nele foi causada. Sim, eu estou bem. Sempre estarei. Agora, parem de fingir que se importam, e que realmente eu preciso de ajuda. Porque nao é esse o problema. O problema é aquele sitio, é aquelas pessoas, o problema é aquela casa. O problema, é a minha cabeça. Tirem-me de lá, daqui, e tudo vai ficar bem.

domingo, 23 de outubro de 2011

Perfection.


Ninguém compreende. Ninguém alguma vez vai acreditar que eu vou conseguir sê-lo. Na verdade, nem eu propria acredito. Nunca acreditei. Mas preciso de o ser, nao posso desistir. Nao posso cair. Tenho de fazer tudo bem. Sem falhas. Mas nao tem sido facil. Nem nunca vai ser. Preciso de forças, para continuar neste percurso. Mas nao sei mais onde as ir buscar. Nao tenho nada, nem ninguém. Custa olhar para o lado, e ver que estou sozinha. Nao posso falar com ninguém. So posso escrever aqui. Mas mesmo assim, sinto-me mal. Pois sei, que algumas pessoas lêem isto. E nao gosto que saibam que sou fraca. Eu preciso dum corpo perfeito. De ser a filha perfeita. De ser a amiga perfeita. Eu preciso de me sentir orgulhosa de mim mesma. Eu preciso que os outros sintam orgulho em mim. E no meu percurso. Doutra maneira, nunca vou ser feliz.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011


Tem doído menos. Tenho feito um esforço, e tenho lutado contra a dor. Mas mesmo assim não deixa de ser difícil de aguentar tudo isto. Não poder falar com ninguém, pois sabendo que se falar, ninguém vai compreender. Fingir que não dói, e que está a ser cada dia mais difícil ser assim, dói mesmo muito. Mas ninguém percebe, e isso é bom, é sinal que estou a desempenhar bem o meu papel. Cada vez preciso mais de ti, perto de mim, e não longe. Cada vez preciso mais que permaneças por muito tempo, e não por apenas três, quatro dias. Sabes bem que o teu papel é muito importante, no meu crescimento. Mas sei que tens de ficar longe, pelo nosso bem, e eu entendo. Agora entende-me tu a mim, pois é difícil passar por tudo isto, sem ti. Estou numa maratona, e sei que quando chegar ao fim, não me vou orgulhar do percurso que fiz. Pois sei que podia ter feito bem melhor. E podia ter sido melhor. E que não foi o suficiente. Cada vez me sinto mais fraca, cada vez o sou mais.

domingo, 4 de setembro de 2011

Your choice.

Gostava de voltar a escrever todas as semanas aqui. Gostava de ter a vontade de escrever que tinha á uns meses atrás. Gostava de poder escrever tudo o que quisesse aqui, sem problemas nenhuns. Mas não, já não consigo. Muita coisa em mim mudou. Eu sei que desiludi pessoas, mas elas também me desiludiram a mim. Eu sei que não sou perfeita, nem elas o são. Aconteça o que acontecer, a culpa vai ser sempre minha. Eu sei que sim. Não estou á espera que alguém passe aqui, e pare para ler o que vou escrever a seguir, mas mesmo assim, vou escrever sobre isto. Á coisa de mais de um ano, cheguei a casa, e os meus pais disseram que precisavam de falar comigo, não achei nada demais. Fui ter com eles, e aí o meu mundo caiu completamente. Eles disseram que tinhas tomado mais doses do que devias dos comprimidos que andavas a tomar, porque andavas com dificuldade em adormecer, e mais uns que não me lembro bem, e que no dia a seguir de manhã estavas inconsciente e correram contigo para o hospital. Por outras palavras, tu tinhas-te tentado matar. Tu estavas longe de mim, eu não pude correr e ir ter contigo, como se o hospital fosse já aqui. Porque não era. Tu tens noção do que me fizeste passar? Tu tens noção de como os teus pais ficaram? Tu tens noção de como as tuas amigas ficaram? Tu tens noção da dor e preocupação que causaste a toda a gente? Não te culpo por o teres feito. Compreendo-te. Mesmo sabendo que nunca disseste a ninguém porque o fizeste, eu sei porque foi. Só havia uma justificação. Chorei tanto nesse dia, ninguém sabia se ias acordar. Ninguém estava bem com aquela situação. Chorei, e chorei, até mais não poder. A dor não passava por nada, no dia a seguir fui para a escola, contra a minha vontade. Estava tão mal. Mas tive de fingir que estava super bem, claro. E o pior, de tudo sabes o que foi? É que eu nunca tive ninguém nessa altura com quem falar sobre isto. Ninguém. Todos os dias ligava para la com a esperança de poder falar contigo. Contentava-me a falar com a tua mãe. Nunca me deixaram falar contigo. Mas nunca desisti. Passado uma semana já tinhas saído de la. Fomos todos almoçar juntos. Quando te vi abracei-te com todas as minhas forças. E percebeste que estava chateada contigo por teres sido irresponsável ao ter essa atitude sem pensar nos outros a tua volta. Mas também percebeste que eu nunca tinha ficado tão preocupada com alguém como fiquem contigo. As lágrimas vieram-me aos olhos, mas não deixei que caíssem. Agora estavas comigo, e era só acreditar que não voltarias a fazê-lo. Com tanta coisa já passou um ano, e tu estas mais que bem, e continuas a ser a minha parvalhona e o meu maior orgulho. Amo-te, e se existe alguém por quem daria a vida és tu. Catorze anos, nada, mesmo nada, algum dia vai conseguir derrubar isto.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Composição de português.


Meu amor,
desde que partiste cada vez sinto mais a tua falta. Custa-me entrar em casa e saber que não vais lá estar, à minha espera. Sei que já passaram dois anos, mas jamais me esquecerei de ti. Também sei que achas uma estupidez escrever-te tão regularmente, visto que morreste. Viste? Ainda me dá arrepios só d epensar nisso. Lembro-me tão bem como eramos felizes juntos, nos braços um do outro. Os sorrisos que ambos lançávamos quando nos víamos. As brigas sem sentido, que acabavam sempre com um "eu amo-te". As noites de verão passados na areia, a ver a lua. Os jantares com os meus pais. Os jantares com os teus. Sempre foste tão saudável, não merecias ter morrido. Sim, eu sei que nao foi com nenhuma doença. Sei que morreste para me salvar a vida. E é por esse motivo que eu me sinto culpada. Dizias tantas vezes que me querias dar uma prova do teu amor, e que nunca o conseguiste. Pois bem, no dia em que me foste salvar ao mar, acabaste por morrer. Arriscaste a tua vida por mim, e essa, meu amor, foi a tua maior prova de amor. Talvez um dia siga em frente, e procure outro homeme, como me fizeste prometer. Mas nao agora. Foste o homem que mais amei, e hei-de sempre amar.