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domingo, 23 de outubro de 2011
Perfection.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Tem doído menos. Tenho feito um esforço, e tenho lutado contra a dor. Mas mesmo assim não deixa de ser difícil de aguentar tudo isto. Não poder falar com ninguém, pois sabendo que se falar, ninguém vai compreender. Fingir que não dói, e que está a ser cada dia mais difícil ser assim, dói mesmo muito. Mas ninguém percebe, e isso é bom, é sinal que estou a desempenhar bem o meu papel. Cada vez preciso mais de ti, perto de mim, e não longe. Cada vez preciso mais que permaneças por muito tempo, e não por apenas três, quatro dias. Sabes bem que o teu papel é muito importante, no meu crescimento. Mas sei que tens de ficar longe, pelo nosso bem, e eu entendo. Agora entende-me tu a mim, pois é difícil passar por tudo isto, sem ti. Estou numa maratona, e sei que quando chegar ao fim, não me vou orgulhar do percurso que fiz. Pois sei que podia ter feito bem melhor. E podia ter sido melhor. E que não foi o suficiente. Cada vez me sinto mais fraca, cada vez o sou mais.
domingo, 4 de setembro de 2011
Your choice.
Gostava de voltar a escrever todas as semanas aqui. Gostava de ter a vontade de escrever que tinha á uns meses atrás. Gostava de poder escrever tudo o que quisesse aqui, sem problemas nenhuns. Mas não, já não consigo. Muita coisa em mim mudou. Eu sei que desiludi pessoas, mas elas também me desiludiram a mim. Eu sei que não sou perfeita, nem elas o são. Aconteça o que acontecer, a culpa vai ser sempre minha. Eu sei que sim. Não estou á espera que alguém passe aqui, e pare para ler o que vou escrever a seguir, mas mesmo assim, vou escrever sobre isto. Á coisa de mais de um ano, cheguei a casa, e os meus pais disseram que precisavam de falar comigo, não achei nada demais. Fui ter com eles, e aí o meu mundo caiu completamente. Eles disseram que tinhas tomado mais doses do que devias dos comprimidos que andavas a tomar, porque andavas com dificuldade em adormecer, e mais uns que não me lembro bem, e que no dia a seguir de manhã estavas inconsciente e correram contigo para o hospital. Por outras palavras, tu tinhas-te tentado matar. Tu estavas longe de mim, eu não pude correr e ir ter contigo, como se o hospital fosse já aqui. Porque não era. Tu tens noção do que me fizeste passar? Tu tens noção de como os teus pais ficaram? Tu tens noção de como as tuas amigas ficaram? Tu tens noção da dor e preocupação que causaste a toda a gente? Não te culpo por o teres feito. Compreendo-te. Mesmo sabendo que nunca disseste a ninguém porque o fizeste, eu sei porque foi. Só havia uma justificação. Chorei tanto nesse dia, ninguém sabia se ias acordar. Ninguém estava bem com aquela situação. Chorei, e chorei, até mais não poder. A dor não passava por nada, no dia a seguir fui para a escola, contra a minha vontade. Estava tão mal. Mas tive de fingir que estava super bem, claro. E o pior, de tudo sabes o que foi? É que eu nunca tive ninguém nessa altura com quem falar sobre isto. Ninguém. Todos os dias ligava para la com a esperança de poder falar contigo. Contentava-me a falar com a tua mãe. Nunca me deixaram falar contigo. Mas nunca desisti. Passado uma semana já tinhas saído de la. Fomos todos almoçar juntos. Quando te vi abracei-te com todas as minhas forças. E percebeste que estava chateada contigo por teres sido irresponsável ao ter essa atitude sem pensar nos outros a tua volta. Mas também percebeste que eu nunca tinha ficado tão preocupada com alguém como fiquem contigo. As lágrimas vieram-me aos olhos, mas não deixei que caíssem. Agora estavas comigo, e era só acreditar que não voltarias a fazê-lo. Com tanta coisa já passou um ano, e tu estas mais que bem, e continuas a ser a minha parvalhona e o meu maior orgulho. Amo-te, e se existe alguém por quem daria a vida és tu. Catorze anos, nada, mesmo nada, algum dia vai conseguir derrubar isto.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Composição de português.
Meu amor,
desde que partiste cada vez sinto mais a tua falta. Custa-me entrar em casa e saber que não vais lá estar, à minha espera. Sei que já passaram dois anos, mas jamais me esquecerei de ti. Também sei que achas uma estupidez escrever-te tão regularmente, visto que morreste. Viste? Ainda me dá arrepios só d epensar nisso. Lembro-me tão bem como eramos felizes juntos, nos braços um do outro. Os sorrisos que ambos lançávamos quando nos víamos. As brigas sem sentido, que acabavam sempre com um "eu amo-te". As noites de verão passados na areia, a ver a lua. Os jantares com os meus pais. Os jantares com os teus. Sempre foste tão saudável, não merecias ter morrido. Sim, eu sei que nao foi com nenhuma doença. Sei que morreste para me salvar a vida. E é por esse motivo que eu me sinto culpada. Dizias tantas vezes que me querias dar uma prova do teu amor, e que nunca o conseguiste. Pois bem, no dia em que me foste salvar ao mar, acabaste por morrer. Arriscaste a tua vida por mim, e essa, meu amor, foi a tua maior prova de amor. Talvez um dia siga em frente, e procure outro homeme, como me fizeste prometer. Mas nao agora. Foste o homem que mais amei, e hei-de sempre amar.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Esta dito.
Espero sinceramente que vejas isto. E se me falasses? Nem que seja só para esclarecer esta situação de uma vez. Sei que isto não é a melhor maneira de tentar resolver as coisas. Tornar isto uma coisa publica. Mas eu explico-te, se tu não falas, eu também não irei falar. Foste tu que disseste que estavas a tentar solucionar as coisas desta vez. Devias ser tu a falar. Devias ser tu a lutar. Pelo menos uma vez. Se não sentes o mesmo, diz-me. Se não estas preparado para algo mais que isto, mas sentes o mesmo, diz-me e arranjamos uma solução, juntos! Mas por favor, não me deixes com esperanças e ilusões. Estou-te a dar mais uma oportunidade. Uma oportunidade de resolvermos tudo. Tenha um fim indesejado, ou tenha um fim que ambos queremos. So quero resolver tudo de uma vez. Mas não depende só de mim, depende de ti também. Pensa nisso e depois vem falar comigo. Ah e não tentes fazê-lo por telemóvel, caso não saibas estou incontactável.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Carta para alguém com quem não falas tanto quanto gostarias.
Não sei se algum dia vais ler isto. Mas talvez te mande. Conhecemos-nos a quase dois anos. Mas juro-te que me parece tão mais tempo. Escolhi-te a ti para esta carta sem duvidas algumas, sabes. Eu gosto muito de ti, apesar de a gente não falar tanto como eu gostaria. E se calhar tu também. Somos tão parecidas em tantos aspectos. E é bom saber que existe alguém parecido comigo de tantas maneiras diferentes. Para dizer a verdade, ando preocupada contigo. Desde a umas semanas atrás que não me pareces nada bem. Mas como não somos assim tão chegadas não me vou meter na tua vida, ao ponto de me contares. Mas se o quiseres fazer, vou estar cá para te ouvir, e manter segredo. So gostava de ver-te um bocadinho melhor. Gostei muito quando à um mês atrás (?), me abraçaste antes de ir para a casa da Andreia e disseste "tens de ser forte princesa. força." Oh Ana, juro, quase que chorei. Estava tão em baixo, e percebeste isso tão bem. E nunca te cheguei a agradecer por isso. Agradeço agora, muito obrigada por essas palavras. Não tens noção, mas soube tão bem ouvir aquilo. Eu sei que vais estar sempre presente e que posso contar contigo para tudo. E espero que penses o mesmo em relação a mim. És e sempre vais ser a minha princesa. Duvido que tão facilmente esqueça que estiveste na minha vida. Não estamos juntas tantas vezes como eu gostaria que estivéssemos. Mas podes ter a certeza que nunca me esqueço de ti! Tenho saudades da nossa primeira saída. Lembraste? Fomos ao cinema. Meu Deus, lembro-me desse dia de trás para a frente. Foi tão lindo. Dava tudo para repetir algo desse género. Agora quando sair o Amanhecer, sim? Diz-me que sim! Amanha vamos estar juntas, e espero que já tenhas lido isto. Não esta grande coisa. Não tenho jeito para isto. Mas acho que percebeste o significado disto. Gosto demasiado de ti, sempre. Desculpa se alguma vez fui uma desilusão.
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