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quarta-feira, 29 de junho de 2011
Esta dito.
Espero sinceramente que vejas isto. E se me falasses? Nem que seja só para esclarecer esta situação de uma vez. Sei que isto não é a melhor maneira de tentar resolver as coisas. Tornar isto uma coisa publica. Mas eu explico-te, se tu não falas, eu também não irei falar. Foste tu que disseste que estavas a tentar solucionar as coisas desta vez. Devias ser tu a falar. Devias ser tu a lutar. Pelo menos uma vez. Se não sentes o mesmo, diz-me. Se não estas preparado para algo mais que isto, mas sentes o mesmo, diz-me e arranjamos uma solução, juntos! Mas por favor, não me deixes com esperanças e ilusões. Estou-te a dar mais uma oportunidade. Uma oportunidade de resolvermos tudo. Tenha um fim indesejado, ou tenha um fim que ambos queremos. So quero resolver tudo de uma vez. Mas não depende só de mim, depende de ti também. Pensa nisso e depois vem falar comigo. Ah e não tentes fazê-lo por telemóvel, caso não saibas estou incontactável.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Carta para alguém com quem não falas tanto quanto gostarias.
Não sei se algum dia vais ler isto. Mas talvez te mande. Conhecemos-nos a quase dois anos. Mas juro-te que me parece tão mais tempo. Escolhi-te a ti para esta carta sem duvidas algumas, sabes. Eu gosto muito de ti, apesar de a gente não falar tanto como eu gostaria. E se calhar tu também. Somos tão parecidas em tantos aspectos. E é bom saber que existe alguém parecido comigo de tantas maneiras diferentes. Para dizer a verdade, ando preocupada contigo. Desde a umas semanas atrás que não me pareces nada bem. Mas como não somos assim tão chegadas não me vou meter na tua vida, ao ponto de me contares. Mas se o quiseres fazer, vou estar cá para te ouvir, e manter segredo. So gostava de ver-te um bocadinho melhor. Gostei muito quando à um mês atrás (?), me abraçaste antes de ir para a casa da Andreia e disseste "tens de ser forte princesa. força." Oh Ana, juro, quase que chorei. Estava tão em baixo, e percebeste isso tão bem. E nunca te cheguei a agradecer por isso. Agradeço agora, muito obrigada por essas palavras. Não tens noção, mas soube tão bem ouvir aquilo. Eu sei que vais estar sempre presente e que posso contar contigo para tudo. E espero que penses o mesmo em relação a mim. És e sempre vais ser a minha princesa. Duvido que tão facilmente esqueça que estiveste na minha vida. Não estamos juntas tantas vezes como eu gostaria que estivéssemos. Mas podes ter a certeza que nunca me esqueço de ti! Tenho saudades da nossa primeira saída. Lembraste? Fomos ao cinema. Meu Deus, lembro-me desse dia de trás para a frente. Foi tão lindo. Dava tudo para repetir algo desse género. Agora quando sair o Amanhecer, sim? Diz-me que sim! Amanha vamos estar juntas, e espero que já tenhas lido isto. Não esta grande coisa. Não tenho jeito para isto. Mas acho que percebeste o significado disto. Gosto demasiado de ti, sempre. Desculpa se alguma vez fui uma desilusão.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Myself
Ela sonhava com um mundo em Hollywood. Dava oportunidades, e oportunidades as pessoas, mesmo elas não o merecendo. Sorria por tudo, e era um pouco histérica. Amava abraços, e palavras inesperadas ditas ao ouvido. Não sonhava com um namorado, apenas com um rapaz que estivesse sempre presente para ela, e a amasse tanto como ela o amava. Não queria ter filhos, até o ter conhecido. Tinha gostos estranhos, e que muita gente não entendia e gozava. Não gostava que lhe tirassem fotos, mas gostava de tirar a ela própria. Mesmo saindo ridículas, como a maior parte das vezes. Não se achava bonita, e tinha complexos com o seu corpo. Nunca se achou boa suficiente, em alguma situação. Tinha um orgulho enorme pelo pai. Todos os dias tentava melhorar a sua relação com a mãe. Dava conselhos as amigas que eram idênticos para as situações dela, mas jamais os seguiu. Era louca por roupas com flores pequeninas, vintage, por assim dizer. Gostava imenso de camisas aos quadrados azuis, brancas e vermelhas. Mas nunca teve nenhuma. Tinha uma paixão secreta pela escritura, e amava um dia escrever um livro. Apesar de saber que isso é impossível, ela sonhava. Era uma criança, e acreditava em coisas que não devia. Irritava-se facilmente. E levava tudo para a brincadeira e para o lado perverso. Errava inúmeras vezes, e sofria com a mania de tentar ser perfeita. Ela só tentava ser feliz. E a modos que até o era. Mas principalmente, sorria com sentido quando estava ao pé dele. Quando o via fazer parvoíces. Quando sentia orgulho em o amar. Ela era contra o racismo, e aceitava o amor homossexual. Ela era, talvez, invulgar. Prazer, esta era eu, e hei-de ser durante muitos anos.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Smoking.
Peguei no meu maço de camel, escondi-o dentro de a bolsa azul as flores verdes, e pu-la para dentro da mochila. Despedi-me da minha mãe com um beijo na testa, e abracei a minha irma. Sai de casa, e fui andando pela rua. Quando já estava no outro quarteirão saquei dum cigarro, e fumei-o até ao fim. Dava-me piada aquela situação. Fui até as festas, só mesmo para comprar duas cervejas e sair logo. Não me queria cruzar com ninguém, nem queria que me fizessem grandes perguntas. Com as duas cervejas, sai e dirigi-me a praia. Era de noite, e gostava de me sentar na areia, a pensar. Mesmo que não fosse no mais correcto. Bebi a primeira cerveja num golo seguido. Custou-me e não percebi porque o tinha feito. Mas depois senti um alivio, e ate que soube bem. Peguei na mochila e na outra cerveja, e andei mais dois quarteirões. Sentei-me num banco a porta de casa dele. Peguei no penúltimo cigarro do maço. Acendi-o. Fumei-o lentamente. Olhava diante da porta dele, pensando no que dizer quando ele abrisse a porta. Continuei fumando, parecia interminável. Quando finalmente acabei de fumar, peguei na cerveja e pus no parapeito da cozinha dele. Sem que ele desse por isso. Fui até as traseiras. Tirei a chave do sitio onde costumava estar. Abri a porta, e entrei. Guardei a chave no bolso. Para quando saísse a por no mesmo sitio. Descalcei as allstars, e peguei nelas, e silenciosamente subi as escadas até ao primeiro andar da casa. Abri a porta do quarto dele, já estava a dormir. Como eu calculava. Levantei a manta, e deitei-me la dentro também. Ele virou-se assustado e simplesmente disse "se isto for um sonho, então deixa-me sonhar a fica comigo para sempre". Eu sorri, e disse que era bem real, e que eu já estava com ele para sempre há muito tempo. Ele agarrou-se a mim, e adormeceu. O bom disto tudo, é que quando acordar vou continuar a sentir os teus braços a minha volta. Vou ouvir a tua respiração perto do meu rosto. E vou sentir o meu coração a bater mais-que-rápido, só por estar perto de ti.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Carta para o teu reflexo no espelho.
Querido eu,
aprende a crescer e a deixar de sonhar tanto. Deixa de acreditar em tudo o que te dizem. Não, o mundo não é como tu queres acreditar que é. O mundo a tua volta é mil vezes pior do que tu queres fazer dele. E as pessoas também. Aprende a gostar mais de ti, e não só um bocadinho, que é equivalente a quase nada. Deixa de pensar que toda a gente é melhor que tu. Deixa de pensar tanto nele. Não dês tanta importância para o que a tua mãe te diz. Ela só te quer ver no fundo do poço. Aprende a confiar nas pessoas certas, e a não sair magoada. Esquece as laminas. E as dietas também. Não dês importância ao que dizem, tu és livre de dizer e fazer, o que quiseres. Nao, as pessoas nao te conhecem, mas deixa-las pensar que sim. Da-lhes a conhecer, um pouco de ti. Não demasiado, um pouco, o suficiente. Deixa-las pensar que já te conhecem e que sabem tudo sobre ti. Quando na verdade, so sabem o teu nome, onde moras e a tua idade. Aplica-te nos estudos, e esquece esse mundo, de Hollywood, de uma vez por todas. Ama, quem tens a amar. Odeia, quem te da motivos para odiares. Querido eu, estar a escrever isto é uma perda de tempo. Pois no fim, tudo fica igual. Nada muda.E fuck, pai volta, tenho tantas saudades tuas.
aprende a crescer e a deixar de sonhar tanto. Deixa de acreditar em tudo o que te dizem. Não, o mundo não é como tu queres acreditar que é. O mundo a tua volta é mil vezes pior do que tu queres fazer dele. E as pessoas também. Aprende a gostar mais de ti, e não só um bocadinho, que é equivalente a quase nada. Deixa de pensar que toda a gente é melhor que tu. Deixa de pensar tanto nele. Não dês tanta importância para o que a tua mãe te diz. Ela só te quer ver no fundo do poço. Aprende a confiar nas pessoas certas, e a não sair magoada. Esquece as laminas. E as dietas também. Não dês importância ao que dizem, tu és livre de dizer e fazer, o que quiseres. Nao, as pessoas nao te conhecem, mas deixa-las pensar que sim. Da-lhes a conhecer, um pouco de ti. Não demasiado, um pouco, o suficiente. Deixa-las pensar que já te conhecem e que sabem tudo sobre ti. Quando na verdade, so sabem o teu nome, onde moras e a tua idade. Aplica-te nos estudos, e esquece esse mundo, de Hollywood, de uma vez por todas. Ama, quem tens a amar. Odeia, quem te da motivos para odiares. Querido eu, estar a escrever isto é uma perda de tempo. Pois no fim, tudo fica igual. Nada muda.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Desilusão. Desculpa.
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