é verdade, eu não falo de ti diariamente. aliás eu nunca falo de ti. desculpa. sei que merecias mais da minha atenção, prometi-te isso no dia em que te foste embora. aliás por falar nesse dia, lembraste dele? eu não chorei. nunca chorei. até perceber que ias mesmo embora. comecei a sentir a tua falta a certa altura. habituei-me a viver sete anos contigo. e de um momento para o outro estás noutra cidade, bem longe de mim. fomos melhores amigas durante bastante tempo. tu sabes disso. toda a gente sabia. penso qe nunca nos chamámos isso uma a outra, mas nós sabiamos. ja passou um ano e dois meses após a tua partida. muitos ficaram felizes. outros nem por isso. eu nao liguei. passavas a vida a dizer que ias mudar daqui para ali, dali para aqui. e na altura pensei qe fosse o mesmo, até a professora falar conosco sobre a tua mudança. aí apercebi-me que era a sério. que ia perder mais uma pessoa para longe. que o nosso para sempre nao existia. qe o "nunca me largues a mão. de maneira nenhuma," ia ter um fim ali.e nao é que teve mesmo? nós jurámos que iamos estar sempre juntas quando viesses cá. eu jurei que te ia visitar lá. foi mais-ou-menos assim. nos primeiros tempos, ainda cá vieste várias vezes e estavas sempre comigo. depois? depois não. eu nunca aí fui. e peço desculpa. fizemos demasiadas promessas uma á outra, e nenhuma cumprimos. lembro-me tão bem do dia em qe esta amizade mudou completamente. foi o teu último dia cá. foi o teu último dia na escola. o nosso último dia como melhores amigas. passou-se bastante coisas nesse dia. nessa tarde. nao vou referi-las. sao demasiadas tuas, minhas, nossas, deles. o autocarro chegou, eu sabia que era o último dia qe iamos estar juntas. estávamos de mão dada mesmo a porta do autocarro. contámos a história ao motorista e tudo. ele ja nos conhecia e bem. aquele dia foi diferente. foi o dia. foi o dia que fez a diferença na tua vida. na minha vida. na vida deles como turma. o autocarro parou na minha paragem, nao te disse nada, larguei-te a mão, e saí do autocarro. sempre de costas. ouvi a porta principal a fechar. continuei o meu caminho. olhei para trás com a esperança que tivesses saído comigo como ás vezes fazias, e que estivesses ali e que afinal nao ia ser agora a despedida. olhei para trás porque queria um ultimo abraço. aquele que eu no ultimo dia nunca te dei. e que me arrependo bastante. olhei para trás. e não lá estavas. o autocarro nao lá estava. tu tinhas ido embora. agora eu sabia disso. acabou tudo. eu sabia qe ia ser assim. passou-se o fim-de-semana. segunda-feira, paragem do autocarro. entrei e nao lá estavas. procurei-te em todos os bancos. cheguei a escola e fiz o mesmo. custou-me bastante acreditar que tu nao lá estavas. mesmo assim nao chorei. mas sentia-me mal por mil e uma razões diferentes. passado uns dias ligaste-me, e aí, eu chorei quando desligaste a chamada. chorei porque percebi tudo. chorei porque nao aceitava o facto de me teres deixado. chorei por estares tão feliz lá. hoje quando me lembro de ti, choro. orgulho-me. e sorri-o. porque eu ensinei-te muitas das coisas que sabes hoje. porque eu ajudei-te a cresce.r da mesma maneira qe tu me ajudaste. lembra-te que sempre te amei. lembra-te que o nosso adeus nao existiu nunca. nunca foi dito por nenhuma das duas. foi só o largar das nossas maos. mas olha, olha bem. nao me sentes a segurar-ta á mesma? olha bem, sentes. eu tambem sinto a tua a apertar-me como sempre. quando voltares tens uma casa com a porta aberta á tua espera.
- foi a mariana (...)
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
M ♥
será mesmo que algum dia as coisas iram melhorar? eu tento convencer-me de que sim, que vão. mas tambem sei que isso nao é verdade. só vao melhorar quando eu sair desta casa e tu começares a sentir a minha falta mesmo á serio. e começares-me a ligar todos os dias. nao para saberes como estão as coisas a correr, mas sim para ouvires a minha voz e saber se vou a casa no fim-de-semana. nessa altura vais querer mudar muita coisa que está a acontecer agora. mas nao vais conseguir, aliás nunca me vais conseguir pedir desculpa por nada. vais simplesmente refugiar-te em lagrimas, e tentar nao ser igual para com a minha irmã. mas sabes, isto diariamente é pessimo. todos os dias, pela minima coisa, nós discutimos. todos sao imperfeitos, menos tu. menos t-u. até o pai ja se apercebeu disso. e já se apercebeu de como as coisas sao cá em casa, quando ele nao está presente. é nestas alturas que eu choro, e que desejo que o pai estivesse cá todos os dias, ao menos as coisas nao seriam tão más.eu sei, as coisas nao sao assim tão más entre nós, tendo em conta que conheço pessoas que têm grandes problemas com a familia. nos nao pertencemos a esse "clube". eu só te peço que as coisas melhorem. que sejas mais compreensiva, que me ouças, que me respeites mais. eu nao quero que as coisas melhorem quado eu for para lisboa. quero qe melhorem agora, que estou aqui. aqui ao teu lado. a dormir na mesma casa que tu. por vezes até no mesmo quarto. nao es a pior do mundo, mas devias ser a melhor. ou tentar ser.
- foi a mariana (...)
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
never say goodbye.
eu posso continuar a mentir a toda a gente quando me perguntam "tu nao sentes falta dele? dos vossos momentos?" ou "tu nao tens saudades do joão?", sim, eu posso continuar a mentir a toda a gente quando digo que "nao, claro que nao. ele é passado. é um assunto mais que encerrado." mas as mentiras um dia vão chegar ao fim. e nesse dia eu hei-de ir ter contigo. mas sabes, sinceramente esse dia so vai chegar daqui a uns belos meses. até lá, luta tu por mim. mas nao desistas à primeira como um cobarde. luta como um vencedor. mas sabes o qe é o pior no meio disto tudo? é eu nao poder contar a verdade a ninguém. é eu ter de me fazer de forte. é eu ter de te insultar baixinho de maneira a qe a pessoa que vai ao meu lado ouça, e acredite que realmente te odeio. mentir a todos, é o que mais custa joão. é olhar para ti e ver como as vezes estás feliz sem mim. secalhar nao te faço assim tanta falta, quanto tu me fazes a mim. passei um ano ao teu lado, e sabes o que está a acontecer agora? é que já não sei como é viver sem ti. sem os teus conselhos. sem os teus "bom dia anã". sem os teus abraços. sem as nossas conversas. sem os teus momentos musicais. o meu problema é que nao consigo habituar-me a viver sem isso tudo. sem ti. sem nós. sem a nossa amizade. habituei-me demasiado a existir um nós entre mim e ti, que agora nao consigo arrancar-te desta coisa pequenina que tenho dentro de mim, chamada coração. pára de dizer aos outros que queres falar comigo, mas que nao consegues. pára. pára de dizer que tens saudade minhas. pára. e sabes porque? porque é tudo mentira, pois caso fosse verdade já tinhas vindo ter comigo. já tinhas mandado uma mensagem. já tinhas ligado. já tinhas tentado resolver as coisas. se tu realmente gostavas tanto de mim como dizias gostar porque é qe nunca tentaste? porquê? eu continuo a amar-te da mesma maneira. com uma grande ferida ao lado. muito grande. mas que tu podias ajudar a sarar. mas nao queres. por favor, luta. tenta ter a nosssa amizade de volta. faz isso por ti. por mim. e por ele. faz isso. se realmente o para sempe entre nós existe, faz isso. prometeste-me que ias lá estar sempre. agora nao estás. prometeste que jamais me deixarias. e deixaste. eu errei tanto. mas tu tambem. esquece isso. vamos voltar a ser um só. por favor. eu preciso tanto de ti. volta, volta. meu pequenino, eu amo-te. sempre amarei da mesma maneira. independentemente de tudo, o meu coraçao continua a ter um grande espaço com o teu nome, á espera de um grande abraço. achas que consegues?
p.s - eu sei qe nunca lerás isto. mas também sei qe um dia vamos voltar a falar.
- foi a mariana (...)
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
um bocadinho de mim.
"the strange girl" juro que nao faço a minima porque é que o primeiro titulo do meu blog foi este. nao tem nada haver comigo. eu nao sou estranha. nao. eu sou vulgar e um bocado histérica. preocupada. e parva. nada estranha certo? de estranho so tenho gostos musicais.sou bastante ingénua. ou melhor, eu quero ser ingénua, quero acreditar que toda a gente até que é boa pessoa. mas pronto, nos sabemos que nunca é assim. odeio novelas brasileiras. mesmo a sério, ao principio gostava de uma ou duas, agora odeio. sao tao estupidas meu deus. ah e nao acredito em deus e passo a vida a dizer palavras em que ele entra. espertaaa. nao sou burra. sou um deposito de informações inutéis. tenho uma paixão enorme pelo michale hall e pela christina aguilera. mesmo a sério. gosto mesmo muito da mariana barata, mesmo muito. acho que nem ela sabe o quanto eu gosto dela. eu um dia destes escrevo aqui um texto referido a ela. pode ser que ela perceba a importância que tem na vida das pessoas. amo-a com todas as minhas forças. parte do meu coração pertence-lhe. é a minha melhor amiga, independentemente de tudo, é. sabem mais uma coisa? queria continuar a escrever muito mais, mas vou parar. primeiro porque isto torna-se secante a certo ponto, segundo porque tenho de me ir embora. até amanha supostos "leitores".
- foi a mariana (...)
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
o meu pequenino caderno.
sabem uma coisa? eu tenho um caderno. ou melhor, tinha. eu tinha um caderno onde escrevia tudo de tudo. escrevia textos. coisas ficticias. coisas reais. sentimentos. bons e maus. aquele caderno tinha basicamente tudo desde uma certa idade até a uns meses atrás. em maio, por engano levei-o para a escola. a única coisa que sei foi desde o dia em que o levei para a escola nunca mais o vi. foi encontrado por alguém. nao estava em nenhum dos pisos da escola. nem num sitio onde costumam estar as coisas perdidas. ele nao estava em lado nenhum. e acreditem, eu procurei-o por todo o lado. a toda a gente. e nada. até hoje, ainda nada sei dele. só sei que alguém o encontrou e desde aí sabe tudo sobre mim. sobre a minha vida. sobre o que eu sentia. esse caderno faz-me imensa falta. ninguém. mas mesmo ninguém sabia que o tinha. provavelmente já fui gozada por textos que lá estão. ou mesmo por todos os que lá estão. tanto me faz. nunca mais consegui ter um caderno onde escrevesse os meus textos. nao um como aquele. um dia, eu sei que vou encontrar aquele caderno. precisamente igual. vou econtrá-lo preto, com folhas com um aspecto bastante velhas, e marcas em todo o lado. foi dessa maneira que o deixei, e é dessa maneira que o encontrarei. sei disso. só vos digo uma coisa, a minha vida lá está completamente exposta.
- foi a mariana (...)
domingo, 16 de janeiro de 2011
sou nova por estas bandas. nao sei como isto vai correr. mas quero-me prevenir. vou fazer disto o meu verdadeiro cantinho. é verdade, tenho outro blog. mas basicamente muita gente que conheço tem acesso a ele. e a este muito pouca gente vai ter. este cantinho vai ser diferente de todos os outros que tentei criar. vai ser muito mais real. vai falar de coisas que ninguém imagina que eu sinto, ou que se passam dentro de mim. as pessoas estão habituadas a conhecer-me como uma rapariga extrovertida, e que anda sempre com um sorriso de orelha a orelha. que nao tem problemas. que nao chora. como uma rapariga que está sempre presente para todos. sejam eles amigos ou não. através deste blog, vão conhecer uma pessoa totalmente diferente. estou com medo. estou com medo de ser descoberta. apesar de saber que um dia a capa vai cair por completo e vou ter que me revelar. uns dizem que sou mimada, outros dizem qe disso nao tenho nada. a única coisa que vos posso garantir é que sou mesmo muito chegada ao meu pai. sim, claro que tambem gosto muito da minha mãe. mas são relações muito diferentes. ah e tenho um enorme orgulho na minha irmã. no décimo ano vou para humanindades. pois vou. e vou para a escola superior de cinema e teatro. é o meu grande sonho. a representação sou eu. nao fui eu que aprendi representação. foi a representação que me fez. agora e aqui despeço-me de vocês. até amanhã. ou, até logo.
- foi a mariana (...)
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